Fujitsu FM-7: O “CoCo japonês” ?

Amigos,

Mais uma vez venho aqui trazendo uma máquina pra lá de obscura por nossas bandas, o FM-7 da Fujitsu.

Fujitsu FM-7

 

Introdução, história e “vindas e voltas”:

Bom, o “Lore” que eu tinha relacionado a esta máquina vinha de alguns MSXzeiros hardcore que costumavam dizer que o único “Color Computer” que gostariam de ter, seria um “CoCo japonês”. Indagados sobre qual máquina seria essa, eles respondiam prontamente: “Fujitsu FM-7”. Tendo em vista que a maioria dos MSXzeiros “hardcore” gostam mesmo é de MSX e não de outros micros, é no mínimo de se ficar intrigado com tal máquina….

Promo2

Propaganda da época

Outra lenda que se conta é que este micro só teria sido comercializado no mercado japonês, porém pesquisando um pouco da história da plataforma, constatei que o FM-7 também foi comercializado na Espanha com a marca Secoinsa. A Secoinsa era uma estatal espanhola que teve a maior parte de suas ações compradas pela Fujitsu, sendo esta acionista majoritária. Após a compra, foram convidados a participar do “Projeto Athena”, um plano do Ministério da Educação para informatizar as escolas públicas espanholas (no mesmo molde que aconteceu na Inglaterra com o BBC Micro), porém esse projeto acabou não se concretizando.

secoinsa

Secoinsa FM-7: Fabricado no Japão e vendido na Espanha.

Mas seria mesmo o FM-7 relacionado ao TRS-80 Color Computer de alguma maneira? Olhando as especificações do mesmo, chega-se a conclusão de que tirando o fato do FM-7 possuir o mesmo processador do CoCo (Motorola 6809) e um BASIC da Microsoft (muito semelhante ao do CoCo), nada mais é similar. Enquanto os Color se utilizam de um datado VDG, o Motorola 6847, o FM-7 usa um outro 6809 para geração de video. É um “approach” completamente diferente.

Dois Motorola 6809. Um como processador e outro para geração de video.

Diferentemente do CoCo, o FM-7 usa um PSG próprio para geração do audio. O já conhecido e familiar AY-3-8910 da General Instrument, também usado em outras dezenas de plataformas clássicas.

AY-3-8910

Recentemente, um grande amigo e cocomaníaco, o Juan Castro, acabou trazendo este micro para o Brasil. Gentilmente, então, ofereci meus serviços para confeccionar um cabo RGB para o mesmo. Quando o micro chegou a minhas mãos, parecia que tinha vindo de algum lixão. Nunca havia visto um micro japonês num estado tão deplorável.

Olha o nível de sujeira dentro do micro!

Cabo RGB feito para ligação nos LG M1x21a.

Acabei finalizando o cabo e devolvendo o micro ao Juan, só que houve uma sensação tipo “amor a primeira vista” com o FM-7. Alguns dias depois, sabendo que o Juan estava interessado em um outro micro MSX, acabei fazendo uma “proposta indecente” a ele e oferecendo um dos meus MSX2+ (um Sanyo Wavy 35) em troca do FM-7. Depois dessa o Juan não conseguiu resistir e agora o FM-7 está em minhas mãos. 😉

 

Overhauling:

Chegando novamente aqui em casa, a primeira providência era dar uma “geral” no bicho, pois como comentei, estava realmente imundo.

Desmontagem para a limpeza. Notem os nacos de poeira…

Removido o teclado, uma surpresa. O speaker estava vedado com um pedaço de papel e durex desfeito..:-P

Haha…o papel cobrindo o speaker era uma capa de manual de um jogo da KOEI chamado “Corridor”

Após desmontagem do teclado para a devida lavagem, outra surpresa. Um esquema de molas acionadoras que nunca havia visto em nenhum teclado antes..

Após a devida lavagem com o tradicional “sabão de coco”, foi a vez de mandar um retr0bright em tudo. O teclado ainda precisará de uma outra sessão para ficar perfeito.

A placa não estava tão ruim e bastou um pincel para retirar a poeira mais grossa.

O que mais me chamou a atenção na placa deste micro foi, além do número grande de integrados ocupando praticamente todo o espaço da placa, cerca de 5 CIs customizados da própria Fujitsu com os códigos MB112T60x. Não achei absolutamente nenhuma referência na net sobre esses integrados.

MB112T601. 64 pinos no estilo VDP de MSX.

MB112T602 de 42 pinos.

MB112T603 até o 605, e com direito a uma pequena gambi de fábrica! :-)

Após a lavagem e clareamento, olha ele pronto para uso!

Agora sim! :-)

 

Cabos e uso:

Já em sua primeira vinda, eu havia confeccionado o cabo RGB baseado no esquema que achei neste site, e que por sinal contém bastante informação sobre o micro. Reproduzo aqui também a pinagem do conector para monitor colorido RGB, assim como para o conector de video monocromático.

COLOR CRT (DIN8):

       x
    7     6
       8
  3         1

    5     4
       2

1: +12V
2: GND
3: Video clock (2Mhz)
4: horizontal sync signal
5: vertical sync signal
6: red
7: green
8: blue

MONOCHROME CRT (DIN5):

       x

  3         1

    5     4
       2

1: +12V
2: GND
3: composite video signal
4: horizontal sync signal
5: vertical sync signal

Para o cabo de cassete, o Juan me deu a dica de que possivelmente um cabo de MSX serviria, já que o conector era um DIN8 e o micro era japonês. Pela lógica havia chances da pinagem ser a mesma. Ainda meio incrédulo, testei com o cabo do meu antigo Hotbit e não é que funcionou perfeito! Agora podendo carregar WAVs, o micrinho se tornou infinitamente mais útil. :-)

 

Partindo para a brincadeira :

Agora com o cabo de cassete testado e funcionando, chegou a hora de brincar a sério 😀

O FM-7 possui grande parte dos seus jogos de cassete disponibilizados no formato de arquivo .T77 e com uma pesquisa rápida pela net cheguei ao utilitário T772WAV que nos ajuda a transformar os arquivos T77 em WAV para podermos rodar direto de um PC, MP3 Player, IPhone, etc…

t772wav_01a

Aí foi só questão de converter e carregar. Infelizmente, alguns WAV não estão carregando como deveriam após a conversão. Aqui vão algumas telas de carregamento de jogos.

Loader do Front Line

Loader do “American Truck”

Loader do “Z Gundam”

 

Abaixo coloco também alguns videos com demos e jogos. Alguns tem a participação de um convidado especial..rsrs 😀

Demo original do FM-7:

 

Jogando Galaga:

 

New Rally-X, com sua música viciante:

 

Já o F-2 Grand Prix deixou um pouco a desejar:

 

Conclusão e links:

Bom, a impressão inicial que eu tenho do micro é que ele tem um “feeling” de uso mais para o MSX do que para um CoCo. Uma das principais características dele que me faz lembrar o MSX, é a questão do carregamento extremamente longo dos programas via cassete. Jogos pequenos levam minutos para carregar.

Outra coisa estranha é a responsividade do teclado durante os jogos. Como bem o Juan comentou em um dos videos, no momento que você pressiona uma tecla direcional o micro só considera o pressionamento e não o release da mesma. Precisamos assim pressionar outra tecla para que ele interrompa o comando inicial. Isso torna a jogabilidade bem complicada e em alguns jogos (como no jogo F-2 demonstrado) praticamente inviável. Acredito que uma solução para isso seriam os Joysticks, mas pelo que entendi, para ligá-los é preciso possuir uma outra interface para a conexão dos mesmos, pois o micro não vem com conectores para Joystick.

Abaixo deixo alguns links com informações relevantes sobre esse micro tão obscuro.

 

Para verem o restante das fotos, acessem o meu albúm do Picasa aqui. Espero que tenham gostado e aguardem novos artigos!

Abs,
Daniel

 

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News…

Salve pessoal!

Valeu!

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MacIIGS – Um AppleII diferente… Parte 1/2

Salve pessoal!

Estou voltando a atividade aqui no AMX depois de alguns problemas com hackers, tendão de aquiles e outros bichos 😀

Esse projeto rolou no LabRitcho, que é praticamente o “QG” da galera do AMX Project :-D. Acho que os meus amigos que escrevem aqui devem concordar comigo quanto a isso.

Antes de começar, é preciso explicar algumas coisas e fazer um agradecimento:

Eu comecei na informática com um AppleII, era um Exato Pro da CCE e como todo mundo que gostava de AppleII naquela época, o topo de linha e objeto de desejo incondicional era o AppleIIGS. Mas era um sonho distante, muito caro e difícil de ver por aqui.

Eis que agora, praticamente 23 anos depois, eu resolvi que era a hora de ter um. Procurei muito e não achai nenhum com uma relação custo x benefício descente. Acabei deixando um pouco a ideia de lado.

Conversando com meu grande Amigo Marcelo Pires (sempre ele!) sobre micros antigos, modificações (se vocês acham que eu tenho jeito com modificações, precisam ver o que esse cara faz!) e brincando com um Atari XL, o assunto chegou no AppleIIGS, que também é um sonho antigo do Marcelo.

Mas falei com ele dos preços e eis que ele me conta a sua ideia: “Eu tinha vontade de montar uma placa do AppleIIGS num gabinete de Mac que eu tenho. Não sei nem se cabe, não medi nada. Mas eu acho que dá!”. Isso bateu como uma bomba na minha cabeça. Que ideia maneira!

Semanas depois, num outro encontro, dessa vez pra falar sobre Commodore Amiga, a surpresa: Ganhei o tal Mac Performa que ele havia falado! O micro ainda estava na casa dos seus pais. Ele explicou que estava sem tempo, não saberia quando poderia fazer o que imaginou e tinha certeza que eu faria bom uso dele. Agora eu não podia decepcioná-lo! Saí da casa do Marcelo com o Mac Performa (com monitor e tudo) em baixo do braço e cheio de ideias na cabeça!

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Mac Performa – presentão!

Portanto, gostaria de agradecer muito ao Marcelo pelo presente e pela ideia!

Agora que expliquei e agradeci… hora do trabalho!

Como conseguir uma placa mãe de Apple IIGS?

Essa foi até fácil. Ebay! Em menos de uma semana já tinha comprado uma placa ROM1 por US$35,00 em perfeito estado e que chegou são e salva alguns dias depois.

Testandao a placa

O Mac eu sabia que funcionava. Eu precisava agora era testar a placa do AppleIIGS. Levantei a pinagem da fonte de ambos, mas não seria tão simples. A fonte do Mac não fornece os -5V que o GS precisa.

Pegando emprestado a fonte do TK3000 para testes.

Peguei então o TK3000 Compact pra usar sua fonte para testes. Depois de conferir a pinagem, liguei a placa pela saída de vídeo composto pra testar. Show! Funcionando.

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Oba, funcionou. Next!

Desmontando o Mac

A essa altura eu já havia desmontado o coitado do Mac todo. Precisava agora garantir que a fonte estava boa e resolver o probleminha dos -5V.

Pode parecer coisa de doido e talvez eu seja mesmo. Desmontar um Mac pra fazer um AppleII, mas sinceramente… não me importo! Eu não ia usar o Mac. Eu quero usar o AppleIIGS. E o melhor de tudo é que o teclado e mouse são compatíveis. Perfeito!

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Mac Performa

Desmontando o Mac

Será que vai caber?

Outra grande pergunta era se a placa do AppleIIGS ia caber no gabinete.

Coube! P E R F E I T A M E N T E ! ! ! ! !

Perfeito!

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Feitos um para o outro :-D

Menos um item na lista de tarefas! Agora que eu sabia que a placa cabia, eu tinha que bolar uma forma de fixá-la. A placa do Mac entra deslizando por dois trilhos laterais no gabinete.  Ou seja ela entra e sai por trás. Pensei inicialmente em utilizar esses trilhos, mas depois de pensar muito, acabei abolindo essa ideia. Eu queria de alguma forma deixar a parte traseira bem apoiada para que a placa mãe não sofresse muito esforço ao se encaixar e retirar outras placas nos slots.

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Suportes plásticos pra evitar empeno na placa.

Utilizei então aqueles pinos plásticos de placa de PC e pra fechar, soldei dois suportes no fundo do gabinete para que eu pudesse prender a placa com parafusos.

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Soldei dois pinos desses para poder fixar a placa com parafusos.

Pinos soldados.

Placa fixada.

A fonte dos problemas…

Agora era hora de mirar na fonte de energia pra poder ligar o bicho sem ter que ficar abrindo o coitado do TK3000. De cara vi alguns probleminhas. Capacitores estufados! Como já estou acostumado, fiz logo uma revisão geral e troquei todos os capacitores. Lavei a fonte toda. Ficou novinha. Mas ela ainda não disponibilizava os -5V.

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Capacitores abrindo o bico…

Montei então uma plaquinha simples pra gerar esses -5V a partir dos 12V. E para ficar tudo organizado dei um jeito de colocar essa plaquinha dentro da fonte. Cortei um monte de fios que não iriam servir pra nada e refiz algumas ligações. Eu precisava agora descobrir como ligar essa fonte maluca.

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Fonte revisada!

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Hora de eliminar o que não precisa e colocar o que falta.

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Plaquinha pra gerar os -5V instalada internamente no case da fonte.

Depois de alguma pesquisa e da ajuda do Mugo, consegui fazê-la funcionar. Montei então uma outra placa pra controlar essa fonte, assim como fiz no Amiga 4000. A ideia era que o botão de power continuasse na mesma posição que antes, ou seja, na traseira do micro, assim como a saída de vídeo. A plaquinha então teria duas utilidades…

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2 placas, 3 funções: Saída RGB e controle de fonte ATX à esquerda. Saída de -5V à direita.

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Ah é, esqueci! Botão de power também!

Saída de vídeo RGB… oba!

Montei uma placa com o circuito que ligava e desligava a fonte de um lado e do outro lado o conector VGA com as ligações para a saída RGB da placa mãe do GS. Ah! E com o botão de power é claro!

Depois foi só fixar no gabinete. Mas eu queria usar exatamente os mesmos pontos pra saída de vídeo e para o botão de power ;-).

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Visão geral…

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Tá quase… ainda faltam detalhes estéticos. Mas ainda não acabou!

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Saída de vídeo e botão de power na posição correta.

O sinal de vídeo RGB eu peguei por baixo da placa mãe, passei por um dos furos da placa e subi com o cabo pela lateral até a plaquinha que eu fiz, fixando com um plugue. Assim, caso eu precise tirar qualquer uma das placas, basta desconectar os cabos.

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RGB, oba!

Que imagem linda!

RGB é outra coisa… Clique na imagem para ver um vídeo!

Enquanto isso…

Entre uma solda e outra, ou enquanto eu bolava uma solução para algum problema, resolvi pegar a carcaça do Mac (e de mais alguns micros que estavam precisando) e comecei um “festival retr0bright”.

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Não está perfeito, mas está bem melhor!

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Melhorou bastante!

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Essa ficou excelente…

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Até a frente de um A3000 entrou na “roda” (ela é meio bege mesmo)…

Nem tudo foi tão fácil quanto parece…

Claro que nem tudo foi fácil. Na verdade, nada foi. Até o que parecia simples, pra ficar bom, precisava de trabalho. Um exemplo foi a placa mãe. Cabia como uma luva, mas encontrar a melhor forma de fixá-la, não foi simples. E um outro problema foi arrumar espaço para as placas de expansão do Apple. O gabinete do Mac não previa a instalação de placas extras em slots… Eu precisei cortar uma parte do gabinete sem que afetasse a estrutura. E que bom! Eu adoro esses desafios. Ainda não sei se eu gosto mais de fazer essas alterações ou usar os micros… O grande segredo, creio eu, é não ter pressa de ver a coisa pronta.

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Repare na área em destaque. Tive que cortá-la ou as placas não entrariam nos slots…

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Testando as dimensões.

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Teste de altura com uma placa encaixada no slot.

E como prevenido morreu de velho… aproveitei pra substituir logo a bateria original!

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Bateria original do AppleIIGS

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CR2032 – Agora sem risco de vazamento…

O MacIIGS, como eu o batizei, já está totalmente funcional. Mas não pense que as modificações acabaram… ainda tenho algumas coisas legais pra mostrar.

Mas isso fica para o próximo post…

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Webcam em um Apple //e

A façanha foi conseguida por David Schmenk, do grupo Apple II Enthusiasts do Facebook.

Ele conseguiu ligar uma webcam através de uma Apple Parallel Card e gerar um vídeo monocromático transmitido em 1 quadro/s em HGR2 (280×192).

Vejam o vídeo.

Para quem quiser seguir o grupo https://www.facebook.com/groups/5251478676/

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Unitron ApII: Um verdadeiro achado!

Para quem me conhece, sabe que não é nenhuma novidade que já a algum tempo eu queria um Apple II na minha coleção. Desde que participei do último encontro dos Applemaníacos em São Paulo, sempre tive vontade de “experimentar”. Bom, depois de mais de 1 ano, essa oportunidade apareceu na forma de um pacotão completo e do jeito que eu queria!

Unitron ApII plus

Esse Unitron veio bem completo, com as placas “módulo de expansão 32K”, “módulo Graph+” (interface paralela), “módulo Z80” (placa para utilização do CP/M), “módulo de 80 colunas” e o “módulo DiskII” (interface de drive). Incluso nisso, também os manuais de cada módulo.

Manuais Unitron

Complementando, também vieram duas unidades de disco flexível originais da Unitron e um monitor de fósforo verde, também da Unitron.

Unidades de disco Unitron

Monitor de fósforo verde

Além de ter recebido também alguns disquetes com os softwares originais, o que mais me impressionou, é que o antigo dono guardou vários encartes e folders promocionais da época sobre outros micros da linha AppleII, coisa rara de se achar hoje em dia!

Encartes promocionais da época!

Folder da Unitron

Encarte do Elppa II

Encarte da Clappy

Comecei um processo de digitalização desses encartes, e o primeiro lote já pode ser baixado aqui. Conforme for completando irei atualizando este artigo. Fiquem de olho!

Encartes Apple #1

Encartes Apple #2

Pequenos consertos e reparos:

Claro que como todo micro dessa idade e que fica parado por muito tempo, acaba sempre aparecendo alguns pequenos problemas, porém que na maioria das vezes são de fácil solução.

O monitor chegou com falha na sincronia horizontal, mas que após abrir o monitor e ajustar alguns trimpots, voltou ao normal.

Após alguns ajustes internos, imagem perfeita!

Testando a placa de módulo de 80 colunas, descobri que ela estava com um dos CIs de memória (2114) com problema.

Ao mandar escrever “OK!” pela tela, acabava um bloco ficando com caracteres estranhos. Problema resolvido trocando uma SRAM 2114 defeituosa.

 

Sessão de Limpeza:

Como o micro chegou para lá de sujo, hoje desmontei ele todo para aquele banho com água e sabão de coco. 😀

Nada como uma esponja e sabão de coco para deixar um micro parecendo NOVO. :-D

Teclado com as teclas removidas para a devida limpeza.

Teclas lavadas e secando ao sol.

A placa não estava muito suja e bastou um bom pincel para tirar aquela poeira mais grossa.

Placa de novembro de 1984.

Já todo remontado e limpo, o detalhe do logo da Unitron em alto relevo.

Testando os discos, finalmente. Decobri que uma das unidades de drive também não está funcionando. Terei que desmontá-la ainda para descobrir o defeito.

Opa! Olha o DOS 3.3 carregado!

Pronto! Mais um totalmente operacional e na minha coleção. :-)

Para mais fotos, vejam meu álbum no picasa.

E por hoje e só! Aguardem pois nas próximas semanas teremos mais artigos bombásticos aqui na AMX Project. 😉

Abs,
Daniel

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MX-1600: Mais um dos “obscuros” TRS Color nacionais

Aproveitando uma dica do pessoal da lista nacional de TRS Color sobre o anúncio de um Dynacom MX-1600 no Mercado Livre, acabei ficando interessado e adquirindo o mesmo para o meu crescente acervo de micros da linha TRS Color.

Dynacom MX-1600

Apresentação:

O MX-1600 faz parte do grupo dos “obscuros” TRS Color nacionais e foi lançado em uma tentativa de colocar a Dynacom, conhecida fabricante de video games, no crescente e disputado mercado de micros pessoais que afloravam no meio dos anos 80.

O grande problema foi que a Dynacom resolveu muito tardiamente escolher um micro da linha TRS Color e que em 1985, ano de seu lançamento, já estava com o mercado completamente ocupado pela Prológica e seu CP-400. Outro tiro no pé da Dynacom foi ter lançado o MX-1600 com a abertura do slot de cartucho completamente diferente de qualquer outro micro da linha Color disponível na época, ou seja, não se poderia aproveitar os cartuchos ou interfaces já existentes no mercado. Somente os cartuchos para o CP400 são compatíveis em tamanho com a abertura do slot.

Entrada de cartucho completamente incompatível com qualquer outro TRS Color existente na época.

Coincidentemente, no final de 1985 foi introduzido no mercado nacional a linha MSX e que, por diversos fatores, acabou causando o extermínio completo de outros micros de 8bits caseiros existentes na época.

Apesar desse grande #FAIL# da Dynacom, o micro em si é bem interessante e possui alguns recursos não disponíveis em outros micros da linha TRS Color, como um switch para pausa do processamento da máquina, uma saída de video monocromática (além da saída RF padrão para TV) e conectores de joystick seguindo o padrão Atari (diferentemente de outros Color que seguiam o padrão Tandy de joysticks analógicos).

Switch para pausa (incomum) e conectores para joystick padrão Atari.

Saída para monitor monocromático e saída RF para TV.

 No mais a máquina em si foi pensada para o mercado caseiro e principalmente com o fator “custo” em mente. Vários itens na máquina são de baixa qualidade, como exemplo, o gabinete feito de um plástico quebradiço e uma placa interna face simples e de qualidade duvidosa.

Placa de fenolite.

 

Reparo e restauração:

Este MX-1600 foi anunciado como “não funcional” e realmente chegou a minha mão sem funcionar. Após uma breve verificação consegui identificar o motivo principal do não funcionamento.

Olha o problema principal aí.

A SAM (MC6883), responsável pelo endereçamento de memória no micro, estava com um dos pinos dobrados no soquete. Após uma tentativa de colocá-lo no lugar, o mesmo se rompeu. Necessitei então fazer um patch para colocá-lo no lugar.

Com um pequeno patch feito no pino quebrado, a SAM voltou a seu lugar.

Após recolocar o CI e religar a máquina tive esta grata surpresa!

Funciona!

Imagem pela saída monocromática.

Porém, mesmo ligando, a máquina ainda sofria com diversos problemas e instabilidades. Com muitos mau contatos, tive que refazer praticamente a solda de todos os CIs principais para deixar a máquina estável.

 

Modificação para video composto:

O próximo passo seria acertar a imagem no RF que estava por demais chuviscada. Tentei alguns ajustes na caixa do modulador de RF original, porém sem sucesso, resolvi usar o mesmo método utilizado no LZ Color64 e troquei por completo a saída de RF por uma saída de video composto em NTSC.

Caixa de RF original

Circuito para video composto em NTSC, colocado no local da caixa de RF original.

Placa de video composto – Frente.

Placa de video composto – verso.

 

Após esse trabalho todo, temos o resultado final:

Imagem perfeita no video composto!

Donkey King

Zaxxon

 

E assim conseguimos recuperar mais um micro raro e não funcional! Espero que tenham gostado do artigo e se quiserem ver o album de fotos completo, basta acessar este link aqui.

Abs,
Daniel

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Tano Dragon: Um “Unboxing” duplo!

Pessoal,

Trago agora mais um artigo para a categoria “intrusos” (valeu Ritcho!) do AMX Project, para mostrar o “unboxing” de dois micros raros aqui em Terra Brasilis, os Tano Dragon.

 

O Dragon é, como poderia dizer, um “primo” do TRS Color pois a empresa que o produziu, a Dragon Data, seguiu também o mesmo datasheet da Motorola no qual a Tandy Radio Shack se baseou para construir o CoCo. O modelo relatado no unboxing é o Tano Dragon, a versão americana do Dragon 64 britânico.

Em termos de compatibilidade, alguns aplicativos e jogos para TRS Color rodam neles sem grandes problemas. Alguns jogos apresentaram diferenças com a matriz de teclado e outras pequenas incompatibilidades.

Abaixo segue o video do unboxing e mais algumas fotos, espero que gostem!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=lBZY378OuYo]

 

Detalhe da etiqueta. Ambos os micros estão “mint” e nunca antes usados!

 

Testando o Draconian, um “clone” do Bosconian para o CoCo.

 

 

Abs,
Daniel

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Color 64: Uma raridade carioca!

Pessoal,

Hoje vou pedir licença ao Ritcho, ao Alex e ao Beto para apresentar um micro que poucos conhecem ou sequer devem ter ouvido falar. Ele é um legítimo integrante da família TRS Color nacional e um clone direto do famoso TRS-80 Color Computer ou simplesmente, como são mais conhecidos, CoCo. Amigos, apresento-lhes o Color 64.

Color 64. Um dos integrantes nacionais da linha TRS Color!

Esse micro assim como a maioria dos outros TRS Color nacionais (como o CP400), teve sua época áurea no Brasil entre os anos de 1983 e 1985. Esse modelo em especial tem um valor a mais, pois além de ser o primeiro segundo clone do Coco fabricado em nosso país, ele foi também projetado pela empresa carioca LZ/Novo Tempo,  que tinha a sua fábrica nas dependências da antiga Cervejaria Skol em São Gonçalo.

Imagem promocional da época.

Aí vocês devem estar se perguntando de como eu vim a saber da existência desse micro? Bom, um caro amigo e cocomaníaco, o Juan Castro, e que foi funcionário da LZ Sistemas na época que este micro foi lançado, me alertou da existência do mesmo e de como era louco para ter um novamente. Acabei ficando com isso em mente e ainda brinquei com ele falando “ainda vou achar esse micro pra você!”. Parece até brincadeira mas depois de alguns dias, olhando os anúncios do Mercado Livre, encontro o dito a venda! Nem pensei duas vezes e arrematei.

Após a chegada e ainda sujo.

Carioca da Gema!!

Etiqueta do produto

Acompanhando o micro e conectado no slot interno, o cabo do famigerado CP-450, conjunto de controladora e drives feitos para o CP-400 da Prológica. Pena que só veio o cabo…

Conectores traseiros: Conector DIN10 para video ?!?!

Como se pode notar na imagem acima, o conector de saída para o video é um DIN10, no qual eu sinceramente nunca tinha visto antes. Após uma breve busca pela net, só achei um local vendendo a versão fêmea desse conector, ou seja, não me servia. O pessoal nas listas postou a idéia de substituir o conector do micro por outro de mais fácil obtenção, como um DIN6 ou DIN8, mas aí eu acabaria tendo que entrar na seara de descaracterizar um micro original. Eu ainda não estava pronto para isso…

Recorri então a minha última alternativa, que seria a missão quase impossível de achar um conector DIN10 macho nas lojas de eletrônica que ficam na área da rua República do Líbano, aqui no Rio. Fui de loja em loja perguntando e tinha vendedor que até sorria para mim como quem diz “nem em sonho!”. Rodei todas e já praticamente desistindo, na última loja (sem brincadeira!), me deparo com a imagem abaixo.

Acho que vou jogar na megasena hoje!

O conector DIN10 macho bem na minha cara ali na vitrine. Nem acreditei ! Comprei esses três que aparecem na foto.

Agora vinha a tarefa de fazer o cabo de video composto, mas antes teria ainda que identificar os pinos que trariam os sinais corretos. Bom, depois de alguns minutos com o multímetro e alguns testes, acabei descobrindo boa parte da pinagem e compartilho com vocês no diagrama abaixo.

O pino 8 não consegui identificar a função, já os pinos 6 e 10 estão ligados em conjunto, assim como também os pinos 3 e 9. Alguém explica isso ?

Depois de confeccionado o cabo, restou apenas testar e… FUNCIONA!!

Para complementar, gravei também um pequeno video para demonstar o correto funcionamento do Color.

 

Continuando, sigo mostrando mais algumas fotos do micro aberto e também algumas curiosidades.

Gabinete aberto.

Olha onde fica o conector de cartucho!

Motorola 6847 o VDG do Color 64.

Processador 6809

Banco de RAM e ROMs

Uma das coisas que mais me impressionou foi o teclado profissional com “reed switches” da máquina. Que diferença absurda para quem na época usava o CP400 e seu teclado chiclete.

Outra coisa interessante foi a interface serial-paralela que veio acompanhando o micro. Fabricada no exterior, possivelmente para uso com o Coco.

Acompanhando o micro também vieram o par dos famigerados joysticks originais do CP400.

Uma das coisas estranhas foi essa etiqueta que veio presa por fora do Color…

Depois de aberto o micro para limpeza e retirada do teclado, conseguimos entender o porque da etiqueta. O teclado foi fabricado pela empresa Digiponto.

Olha a criança depois de um bom banho.

 

Para ver o álbum completo de fotos clique aqui.

Espero que tenham gostado e aguardem mais novidades.

Abs,
Daniel

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MSX-RIO

ATENÇÃO!!!!

Acabei de saber que amanhã não será possível realizar o evento no SESC. Sendo assim, a MSXRIO será realizada apenas no sábado!

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E será a última do ano.

Organizada pelo Ricardo Pinheiro, um dos muitos amigos que fiz nesse “sub-mundo” da retro-computação e um dos integrantes dos famoso podcast (e agora blog também!) o Retrocomputaria, a MSX-RIO vai rolar nos dias 12/10 e 13/10 no SESC do Engenho de Dentro das 10 às 18 horas. O endereço é Avenida Amaro Cavalcanti, 1661 – Engenho de Dentro (próximo à estação de trem e ao Engenhão).

Ah! A entrada é franca!

O link’s para o podcast Retrocomputaria e o blog Retrocomputaria Plus são esses aqui ó!

http://retrocomputaria.blogspot.com.br/

http://www.cupulablogs.com/retrocomputaria/

Mais informações no site da MSXRIO (http://www.msxrio.com.br/).

 

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Problemas com o LG1721A

LG1721A

Esse modelo de monitor da LG, a grande maioria do pessoal que gosta de retro-computação deve conhecer. Ele ficou famoso por funcionar com frequência de varredura horizontal compatível e por isso mesmo ficou cobiçado e seu preço disparou (infelizmente).

Eu tenho um a pelo menos 3 anos (o AMX nem sonhava em existir), quando o meu amigo Alex (PlebeRube) falou sobre essa característica particular.

LG1721A “em ação” com o A1000

Bem, o fato é que de uns meses pra cá, ele vinha apresentando alguns probleminhas. Começou com uma interferência na imagem. Depois alguns fantasminhas. Mas era sempre coisa passageira. Dava o defeito, ficava um tempinho, coisa de 2 ou 3 minutos e voltava ao normal. Depois esses problemas começaram a aparecer em diversos momentos, não se contentando apenas em aparecer ao ligar.

Monitor desmontado.

Como eu só vinha utilizando esse monitor para pequenos testes, isso não chegava a incomodar. Mas durante essa semana, comecei a fazer uns programinhas no AMIGA 1000 e foi aí que ele começou a abrir o bico de vez.

A tela começou a pular, chuviscos chegando inclusive a fechar. Resolvi testar pela entrada VGA (estava usando vídeo composto), parecia que tinha melhorado, mas só parecia. Encostei o monitor e comecei a usar um Samsung 510N. Nesse momento eu percebi com clareza o quanto a imagem do LG é superior. Usei o 510N por um dia e desisti. No MSX ele até fica razoável, mas no Amiga, pra programar… não dá.

Da direita para esquerda, o primeiro de cima. Estufado!

Ontem (28/09) cheguei do trabalho determinado a ver o que estava acontecendo. Minha suspeita (e torcida) era pra que fosse algum capacitor bichado. Desmontei o monitor (o que é bem fácil diga-se de passagem) e fui direto nas placas. São duas, uma que cuida da parte de alimentação e a outra da “lógica”. Logo que desmontei a placa de alimentação vi um capacitor bem estufado. Que beleza! Aquele ali eu sabia que teria que ser substituído.

Capacitor substituído. Hora de montar e testar!

Olhei a outra placa e confesso que fiquei apreensivo (quem tem Amiga vai me entender). São 25 capacitores SMD de vários tamanhos e medidas!!! Como trocar todos estava fora de questão naquele momento, tratei de examinar a placa quanto a vazamentos. Felizmente não achei nada.

Minha nossa! Plantação de capacitores SMD!

Quando a coisa tem que dar certo não tem jeito! Depois que retirei o capacitor estufado  de 680mF 25V fui meio sem esperanças procurar por um substituto. Depois de olhar tudo e já estar desistindo, resolvi ver quantos de 1000mF eu tinha pra trocar logo os outros capacitores próximos e no meio de vários capacitores de 1000mF, achei um único e solitário de 680mF e exatos 25V! \o/\o/\o/\o/\o/

Já que é assim né? Vamos lá! 😀 Troquei esse capacitor e mais um que parecia estar “meio barro meio tijolo”, de 1mF 50V. Limpei a placa, montei o monitor e fui para os testes.

E vualá! Funcionou perfeitamente! Imagem linda, sem chuvisco, sem fantasmas, sem treme-treme, como deveria ser.

Testes com o A1000. Imagem perfeita!

Testes com o A600. Tudo 100%.

Agora estou aqui pensando quando é que eu vou me animar pra trocar todos os capacitores SMD desse monitor… :-/ Deixa isso pra depois… por enquanto eu quero é curtir o monitor e voltar a programar 😉

Grande abraço!

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