Backstage… o que está rolando nos bastidores do AMX Project?

A semana foi movimentada aqui no AMX…

AMIGA

Dois Amigas se livraram de capacitores assassinos: O A1200 do meu amigo Ricardo Ramos e um dos meus A600. Fiquei feliz de ver que em nenhum dos dois casos a placa chegou a ser atingida pelo ácido, mas foi por pouco… O A1200 tem 18 capacitores. Desses, 14 são do tipo SMD – “os perigosos”. Dez deles (!!!) estavam com algum nível de vazamento.

A1200 - Troca dos capacitores

No A600, como eu sabia dos “perigos” de se usar o micro sem que os capacitores tenham  sido trocados (esse micro chegou a algumas semanas e é um “N.O.S.” da PCI) eu evitei usá-lo. Apenas testei e guardei. Felizmente essa foi a melhor coisa que eu poderia ter feito, já que pelo menos 4 dos capacitores estavam num estágio mais avançado de “decomposição”. Mas acabou tudo bem. Capacitores trocados e micros prontos para uso por mais alguns anos.

A600 - Capacitores trocados!

Pra completar a felicidade do A600, chegou a A604. Excelente aquisição para qualquer proprietário de A600. Com ela o A600 passa a ter 2MB de ChipRam (já falamos sobre memória antes lembra? Não??? Então clique aqui!), vem com um conector para a INDIVISION ECS (scandoubler), relógio mantido a bateria (CR1220) e duas clockports, uma no mesmo endereço da clockport do A1200 e mais uma, especialmente desenhada para se conectar uma SUBWAY USB (placa com portas USB – clique aqui pra conhecer). Segundo o fabricante, essa clockport tem 60% mais velocidade que uma clockport “comum”.

MSX

Um pouco antes de pegar os Amigas pra troca de capacitores, eu iniciei a conversão do HotBit para 2.0 via cartão 80 colunas. O processo está encaminhado. Espero poder terminá-lo ainda essa semana. Se o resultado for satisfatório, pretendo converter um Expert usando o mesmo processo. Aguardem novidades!

Abraços!

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AmigaOS – Dicas: Acertando o relógio do sistema

Parece besteira, mas acredito que muitos “novos” usuários não saibam como acertar o relógio do sistema através da linha de comando (SHELL) no AmigaOS. E isso não é vergonha alguma, já que não é uma coisa usual, uma vez que muitos micros sequer tem o “relógio” fisicamente instalado no sistema.

Um dado curioso no AmigaOS é que ele tem, digamos assim, dois tipos de datas. A data e hora do sistema e a data e hora do micro.

Como assim?!?!

Data do sistema: É a data que é armazenada junto com o arquivo no momento da sua criação ou alteração. Ela é independente do clock (relógio do micro mantido à bateria);

Data do micro: Essa é a data armazenada no chip de relógio do micro e mantido à bateria, normalmente um CI “RTC”.

O comando DATE, quando digitado assim sem nenhum argumento, mostra a data e hora do sistema incluindo ainda o dia da semana. Para acertar a hora do sistema, você usa o comando DATE com a seguinte sintaxe:

DATE DD-MMM-YY HH(24hrs):MM:SS

Repare que o mês (MMM) representa o nome do mês abreviado em inglês.

Mas não se assuste se você desligar o micro e ao religá-lo descobrir que a data está errada. Como eu disse anteriormente, com o comando DATA, apenas a data do sistema foi acertada, mas a data do CLOCK (relógio do micro mantido por bateria) não! Pra isso você precisa executar o comando SETCLOCK, com a seguinte sintaxe:

SETCLOCK SAVE

Dessa forma, as informações de data e hora do sistema são gravadas (SAVE) no relógio do micro.

No dia seguinte, você liga o micro e descobre ao digitar o comando DATE que a data do sistema ainda está errada. Calma! É preciso executar o comando SETCLOCK novamente, mas dessa vez para carregar a data do sistema com os valores do relógio do micro, assim:

SETCLOCK LOAD

Pronto! Agora sim, os dois relógios estão “sincronizados” e atualizados. É comum colocar o comando SETCLOCK LOAD no Startup-Sequence, dessa forma você não precisa mais ficar executando esse comando toda vez que ligar o micro pra carregar a data do micro na data do sistema.

Se por um acaso você tiver criado algum arquivo antes de acertar o relógio do sistema, ou seja, criou ou alterou um arquivo e o mesmo está com a data errada e você quer acertar isso, saiba que é possível, com o comando SETDATE:

SETDATE nome_do_arquivo DD-MMM-YY HH(24Hrs):MM:SS

Se você omitir a informação da data e hora, o arquivo “nome_do_arquivo” terá sua data e hora de criação alteradas para a data atual do sistema, ou seja, a mesma que você vê ao digitar o comando DATE.

Existem ainda outros parâmetros opcionais tanto para o comando DATE, quanto para o SETDATE, mas como o intuito não é esgotar as possibilidades e sim apresentar uma forma simples de entender e aprender sobre as datas dos arquivos,  não vou  descrevê-los nesse tópico.

Depois disso tudo, se a data e a hora do seu micro continuam erradas… então trate de trocar a bateria, por que ela com certeza já foi pro brejo ;)

Grande abraço!

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Virtual Basic

 

 

 

O Virtual Basic é uma ferramenta para você programar em AppleSoft Basic diretamente no PC, sem você ter que enfrentar todas as limitações de codificar em um Apple II. Ele é copyleft, o que significa que é possível sua distribuição de forma livre ou modificá-lo mediante os termos da Free Art Licence.

A ferramenta é baseada em script Python e pode ser usada online no site do fabricante ou através de download e instalação no PC.

Dentre outras facilidades, ele disponibiliza um template para você programar no Notepad++ no PC, utilizando recursos de identação, textos com cores e não há necessidade de numerar as linhas.

O programa deverá ser codificado na sintaxe do Virtual Basic e depois convertido para AppleSoft Basic através de uma ferramenta de conversão disponibilizada no site.

A documentação completa, assim como diversos exemplos de programas podem ser encontrados no site do fabricante, assim como a ferramenta de conversão.

http://virtualbasic.org

Veja abaixo um exemplo de um programa codificado em Virtual Basic e convertido posteriormente para AppleSoft Basic.

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Por falar em coleção…

Bom, já que o nosso amigo Ritcho resolveu mostrar seu mais novo item de coleção, venho aqui também mostrar o que chegou aqui em casa nesta última sexta. Esse não veio de tão longe, mas também foi remetido com todo cuidado pelo nosso amigo da lista, Rudolf Gutlich, lá de São José dos Campos.

Sempre tive vontade de conhecer mais esses micros da Talent, fabricados por nossos hermanos argentinos, mas como esses micros são bem raros de se achar por aqui nunca houve uma oportunidade. Quando o Rudolf anunciou o seu Talent TPC-310 na lista, eu pensei: é agora!

 

Diferentemente do Talent DPC-200, primeiro modelo a ser comercializado pela Telematica, o TPC-310 é um MSX2 e traz algumas curiosidades:

  • Tamanho compacto. Bom para se levar para eventos ou viagens.
  • Porta “Expansion Bus” nos mesmos moldes usados no Expert, configurada como Slot1.
  • Apenas uma entrada de cartucho, configurada como Slot2.
  • Possui apenas conexões RF e RGB. Na saída RGB pode ser retirado video composto e audio mono, além é claro do RGB. (Tive que modificar meu cabo RGB para poder utilizá-lo, falo disso a seguir)
  • Possui uma porta chamada “Color Bus”, que pode ser ligada a um digitalizador TVD-256 da Talent. (Se alguém tiver fotos ou informações desse equipamento, favor comentar, pois não achei muita coisa a respeito.)
  • Ele não é bivolt, vem originalmente com fonte de 220v, logo tive que comprar um conversor de voltagem para poder usá-lo aqui no Rio.
  • Na traseira possui um seletor para o sistema de cor, PAL(-N) ou NTSC. Usando aqui no LG M1721A não notei grande diferença, já que o mesmo se dá bem tanto com PAL como com NTSC. Em ambos o sistemas, a frequência é sempre 50Hz.
  • Não tem botão RESET. Vai no liga/desliga mesmo…

 

 

 

Modificação do cabo RGB:

Bom, antes mesmo do Talent chegar eu já tinha me ligado para o fato de que o mesmo não tinha as saídas de A/V costumeiras, logo tive que tomar providências para modificar o cabo RGB que eu tinha aqui (e que já era usado para os meus outros MSX Japoneses). Verifiquei através do esquema original que a pinagem do conector DIN8 era diferente no Talent.

A solução que encontrei foi dividir o meu cabo RGB em duas partes e interligá-lo via conectores DB9. Dessa forma eu mantinha o “Core” do cabo padronizado usando um DB9 para conectar ao circuito com o LM1881 e depois jogar para o conector HD15 (VGA). Assim posso criar várias “pontas” com conexões diferenciadas.

 

Na parte de cima, o cabo "core" ligado a "ponta" padrão Talent. Abaixo somente a ponta padrão Japonês. Notem que para o Talent tive que adicionar uma extensão RCA para poder conectar o Audio.

Conclusão:

No geral é um bom MSX, claro que faltam algumas coisas básicas como um botão de RESET e também algumas mordomias como um seletor RENSHA, como nos japoneses.

A qualidade de imagem, mesmo no RGB, deixa um pouco a desejar se compararmos o Talent a um Sanyo ou TurboR japoneses.

A falta de um dos slots para cartucho, por outro lado, é um grande revés. Com um Slot só fica-se muito limitado ao uso da máquina e é aí que a gente vê que não dá para “assoviar e chupar cana ao mesmo tempo”.

Abs,
Daniel

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Ele também chegou do Canadá… ;)

Do final do ano passado pra cá, eu e o Alex assumimos nosso lado colecionador… Eu com os Amigas e ele com MSX´s… Não que ele não tenha Amiga e eu não tenha MSX, muito pelo contrário, mas quando iniciamos o AMX, cada um dos integrantes tinha uma ligação maior com uma linha. No meu caso o Amiga, o Alex com MSX e o Beto30 com o Apple II.  E nosso novo integrante, Daniel, também está mais ligado ao MSX.

Assumir essa posição colecionista, facilitou um pouco a conversa com nosso grande amigo Beto, já que ele não via razão para eu e o Alex, volta e meia, comprarmos mais um micro, que provavelmente ficaria parado num armário, prateleira ou quem sabe, se fosse um micro “sortudo”, na bancada. A resposta “default” para pergunta principal do Beto (“qual o objetivo para esse micro?”) agora é: “É pra coleção Beto…” :) . Isso já virou uma marca registrada nas nossas reuniões.

Eu tenho consciência de que nem a minha tarefa e muito menos a do Alex sejam fáceis. Teríamos então que definir um escopo, ou iríamos ficar frustrados em saber que ainda faltam muitos itens para a coleção… o que fatalmente nos desanimaria… se bem que a graça de uma coleção, ou a melhor parte, é procurar, garimpar, pela internet ou com contatos de amigos, e no final conseguir adquirir o item! Depois vem a dor na consciência, tem que procurar uma desculpa pra patroa… economizar nas saídas do final de semana… etc, etc, etc… mas tudo isso vale a pena, acreditem! ;)

Bem, chega de enrolar. Vou apresentar o mais novo integrante da minha “coleção” e para aumentar o suspense, fotos do “unpacking”… diretamente do Canadá:

E aí está ele! Um Amiga 1000. O primeiro dos Amigas. Chegou muito bem embalado, com isopores “submarino”, plástico bolha do tipo grande e protetor para evitar o desalinhamento da cabeça do drive. Nota 10!

Na minha opinião, um dos Amigas mais bonitos já fabricados juntamente com o A3000 e o A1200. Originalmente com 256Kb de RAM, esse exemplar está com uma expansão interna, que faz dobrar essa capacidade. Uma curiosidade é o cabo do teclado: Ele tem um RJ11 em cada ponta. E tem mais. O Kickstart vem em disquete. Ao contrário dos outros modelos onde ele vem numa ROM, no A1000 ele vem em disquete. A ideia era facilitar a atualização.

Ao ligar o micro, ele emite um som (stereo) e solicita a inserção do disquete do Kickstart. Depois de carregá-lo é a vez de pedir o disco do Workbench. É mais demorado, mas continuo achando uma ideia interessante…

Tela solicitando o disco com o Kickstart

Ao carregar o sistema com o A1000 ligado à TV através de um cabo RCA na saída de vídeo composto, é impossível não reparar na qualidade da imagem! Muito superior a qualquer outro micro que eu já tenha visto! Dá pra usá-lo tranquilamente com essa conexão.

Reparem na qualidade da imagem! Vídeo composto!

WB1.2 carregado. Qualidade da imagem surpreendeu!

O teclado, apesar de ter apenas 89 teclas, prima pela qualidade ao toque, sendo macio e silencioso. Melhor do que o  de qualquer outro Amiga e olha que eu gosto muito do teclado do A1200 com borrachas ao invés de molas. O mouse “Tank” funciona com perfeição mas seu conector em 90 graus impede que seja utilizado em outros Amigas.

Conector de mouse e joystick.

 

Conectores "padrão" + RJ11 do teclado à esquerda. O conector do cabo de força fica "escondido".

Botão de "power" na lateral esquerda

Testado e aprovado! "CPU", teclado, mouse, disquetes originais e o protetor para o drive não desalinhar durante o transporte.

Esse vai pra bancada... =D

No final de semana prometo tirar algumas fotos internas e postarei aqui.

Especificação técnica:

  • Processador: Motorola 68000@7.16 Mhz(NTCS) e @7.09Mhz(Pal)
  • RAM: 256Kb + 256Kb na expansão interna
  • ROM: 256Kb carregada com o disquete de Kickstart
  • Chipset: OCS (Original Chip Set)
  • Video: Palete de 12Bit´s (4096 cores)
    • 320×200 to 320×400i(NTSC)
    • 320×256 to 320×512i (PAL)
    • 640×200 to 640×400i (NTSC)
    • 640×256 to 640×512i (PAL)
  • Áudio: 4 canais de 8 bits – duas saídas RCA estéreo
  • Drive: 880Kb
  • Kickstart e Wokbench: do 1.0 ao 1.3

Esse sem dúvida é um dos itens mais raros da coleção, mais raro até que o MSX Turbo-R A1GT…

É isso meus amigos, espero ter tempo de escrever mais aqui no AMX, tenho vários projetos que ficaram parados por falta de tempo e que estou retomando, ou seja, muita coisa nova e legal pra postar, inclusive sobre um outro “novo” integrante da coleção… não tão raro, mas igualmente especial!

Grande abraço a todos!


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Link´s: AMIGA

Ano novo, primeiro post, aproveito pra “inaugurar” a sessão Link´s. Essa nova sessão não tem uma  periodicidade definida e o objetivo é informar sobre sites interessantes de uma determinada plataforma.

E pra começar, esse post é sobre o site AMIGA-MANUALS.

De design simples e objetivo, com a tela principal imitando o Workbench, é possível ter acesso a uma grande variedades de arquivos para fazer download. O material inclui Livros,  diversos manuais de aplicativos, jogos, monitores, expansões, além de esquemas eletrônicos de periféricos e computadores!

Esse link não pode faltar no seu “Favoritos”! Então anota aí:

http://amiga-manuals.xiik.net/

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Stereo Card Drew ][ TDX – Review

[ TDX Stereo Card"]Drew][ TDX Stereo Card

Drew

A placa de som Drew ][ TDX 1.1 possui uma saída estéreo para ligar em caixas de som e fones de ouvidos amplificados. Melhora muito a qualidade do som original do Apple II.

A saída original onboard do chip Ensonic do GS é mono. Apesar disso, é possível ouvir o som nas duas caixas de som ou fone de ouvido, porém não um "autêntico" estéreo.

Ela também não possui entrada de som, o que cairiam como uma luva para ser utilizada em conjunto com a A2MP3, fazendo com que o Apple ficasse com uma saída de som única (jogos e MP3 player).

Como ponto negativo fica a posição do conector, que não é acessível de fora do gabinete do GS, fazendo com que seja necessário abrir a tampa para conectar o plug do cabo de som. A solução é utilizar um extensor e adaptá-lo a uma das saídas traseiras do gabinete.

Conector on board de som do Apple IIGS

Conector on board de som do Apple IIGS

Abaixo segue um vídeo rodando o Sound Smith em um Apple IIGS ROM1 tocando Can’t Get Enough, do Depeche Mode.

 

 

Ela pode ser adquirida no site da Drew ][ (http://www.drew2gs.com/) a um custo de £ 26.99 (mais frete).

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Construindo uma ESE-SCC – Parte 3

Nesta última parte do tutorial iremos finalmente testar a recém montada ESE-SCC e finalizar o projeto colocando a mesma novamente na caixa original do cartucho Konami.

 

Validando o funcionamento:

Para verificar o funcionamento, vamos usar o programa ROMLOAD. Este programa foi originalmente criado para carregar ROMs em cartuchos de som originais da Konami que acompanhavam os jogos Snatcher e SD-Snatcher. Porém, desde 2008 ele foi atualizado pelo pessoal do TNI para também utilizar as ESE-SCC. Existem outros programas que também poderiam ser utilizados para o carregamento de ROMs, mas isto deixarei para outro artigo onde farei um Review mais profundo na utilização deste dispositivo.

Se estiver tudo Ok, veja que o ROMLOAD já reconhece a ESE-SCC mesmo sem carregar nada.

 

Carregue então uma MegaROM Konami qualquer (ex. Salamander) e em seguida faça um Reset no MSX para que a ROM carregada seja iniciada.

Tendo a ROM sido carregada na ESE-SCC, a mesma ficará guardada na memória enquanto durar a carga do SuperCap e o switch instalado estiver fechando o circuito. Se o switch instalado for aberto, então os dados armazenados na SRAM se perderão quando o MSX for desligado.

 

 Preparação e Montagem final:

Quando tiver a certeza de que sua ESE-SCC está funcionando corretamente, prepare então a caixa do cartucho Konami para receber a placa.

 

Observem que dependendo do tamanho do SuperCap utilizado, não sobrará muito espaço para a chave (switch), logo torna-se imprescindível usar uma chave que ocupe o menor espaço interno possível no cartucho.

 

Vejam já o switch posicionado e ocupando quase nenhum espaço dentro do cartucho. Para a fixação do mesmo na metade traseira do cartucho, foi utilizada cola Super Bonder. É de bom alvitre também manter o SuperCap fixo no fundo da caixa utilizando da fita dupla-face.

 

Em seguida faça o fechamento da caixa com cuidado para não forçar nada.

 

Resultado final.

 

IDE Tecnobytes + ESE-SCC: Combinação perfeita!

 

Conclusão:

Para aqueles que estão retornando a “cena” MSX, este projeto é uma oportunidade boa de se ter um acessório que permite que se possa executar qualquer jogo Konami MegaROM e boa parte dos jogos padrão ASCII também. Uma ESE-SCC substitui perfeitamente um cartucho Megaram e ainda traz o benefício de se ter o som SCC incorporado.

 Alguns amigos das listas de MSX levantaram a questão de se estar “matando” um cartucho original Konami para a montagem deste projeto. Mas digo desde já que os benefícios de utilização da ESE-SCC em muito superam essas questões, já que você estará utilizando esse cartucho muito mais do que utilizaria um cartucho original. E além disso, sempre existirá um Pennant Race “loose” a venda e pronto para virar uma ESE-SCC. (Ou será que alguém em sã consciência joga esse jogo ?! :P )

No mais espero que tenham gostado do tutorial e aguardem novidades!

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Construindo uma ESE-SCC – Parte 2

Nesta parte seguimos com a montagem da ESE-SCC. Enjoy!

Preparação e soldagem da SRAM:

 

Levante os pinos da SRAM conforme indicado na foto.

 

Posicione a SRAM na placa e proceda com a soldagem.

 

Posicionamento dos componentes e wire up:

Agora procederemos com o wire up que será a parte mais delicada de todo o processo. Para fixação dos CIs na placa pode ser usado fita dupla-face dessas encontradas em qualquer papelaria. Isso ajudará no processo de wireup mantendo os integrados fixos na placa. Sigam a risca os diagramas abaixo.

 

Posicione os componentes e faça o wire up como indicado.

 

Proceda com os últimos wire ups e colocação do SuperCap e chave. Note a ligação do diodo no detalhe.

 

Resultado do primeiro diagrama.

 

Resultado do segundo diagrama.

 

Caso ainda restem dúvidas, confiram as ligações através deste esquemático.

 

Além das ligações mostradas acima, será necessário ainda dois wire ups extras, os mesmos servem para restaurar o Vcc e o GND para a seção abaixo do Supercap devido ao corte feito na placa. Essa correção foi descoberta depois de uma semana inteira batendo cabeça nos diagramas originais. (Agradecimentos ao Leonard Oliveira pelas várias dicas e também ao Jipe, autor do texto original, por indicar onde procurar o problema!)

 

Notem os dois fios brancos destacados e também o detalhe dos pontos de solda do fio superior.

 

Na próxima parte os testes finais e colocação dos componentes na caixa original do cartucho Konami. Aguardem!

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Projeto NatAmi

Um dos projetos mais promissores e que realmente estou querendo ver em produção é o Projeto NatAmi.

Mas do que se trata?

NatAmi vem de Native Amiga e seu conceito é muito simples: Criar um Amiga compatível com o Amiga clássico, porém atualizado tecnologicamente e sem qualquer tipo de emulação.

O projeto foi criado do zero por um grupo alemão liderado pelo projetista Thomas Hirsch. Não foram utilizados componentes comuns de PC, pois  segundo Thomas, causariam limitações de velocidade, funcionamento e usabilidade.  A ideia era criar um hardware simples porém eficiente, como o Amiga original. Esse novo Amiga não é uma reles cópia, mas sim uma evolução, uma nova geração compatível e sem as incômodas limitações, como a saída de vídeo de 15Khz por exemplo. Parece bom demais não? Mas é ainda melhor que isso, acredite!

Um novo hardware num velho conceito

Aumentar a performance é o básico para que um micro fique mais agradável de se utilizar e os projetistas obviamente sabiam disso. Eles começaram mexendo numa área crítica que é a memória. Agora a memória principal (FastRAM) está anexada ao processador (que aliás está sendo desenvolvido por eles também e com softcore, ou seja, pode ser atualizado!). A ChipRam também é de alto desempenho, possibilitando ao processador gráfico um acesso muito mais rápido. O novo Blitter pode acessá-la sem necessidade de waitstate, e como não há latência, tudo fica muito mais rápido que a versão original.

Com essas novidades, o NatAmi supera com facilidade qualquer outro sistema clássico, mesmo quando comparado aos modelos equipados com bushboards estilo “Mediator” e placas de vídeo PCI.

Antes tarde do que nunca…

Um dos grandes erros da Commodore, no meu ponto de vista, foi descansar sob os “louros da vitória”, já que era inquestionável a superioridade do Amiga sobre seus concorrentes diretos, seja no quesito som, vídeo ou velocidade de processamento de imagens 2D. Mas as limitações e ausência de alguns recursos, como vídeo em true color e o modo Pixel Chunky, indispensável para os jogos 3D em primeira pessoa que começavam a despontar como a “grande onda” em meados dos anos noventa, eram “problemas” que custariam caro mais cedo ou mais tarde. Depois de dormir no ponto e lançar o modo AGA com cerca de seis anos de atraso, a Commodore via seus concorrentes a ultrapassarem a passos largos, já que a turma do PC investia cada vez mais em processadores mais rápidos e placas de vídeo mais poderosas.

De certa forma, o projeto NatAmi veio amenizar essa defasagem, um pouco tarde, só uns  20 anos de atraso no mínimo (!!!), mas antes tarde do que nunca não é mesmo? E um dos seus trunfos é um novo modo de vídeo batizado de SuperAGA, com acesso a memória muito mais rápido que o AGA original, saída de vídeo a 31Khz, além de manter a saída original de 15Khz, mais uma vez pra manter total compatibilidade com a versão clássica.

Por falar em compatibilidade…

O NatAmi é compatível com os chipsets OCS / ECS / AGA, com suporte as versões  de Kickstart 1.2, 1.3, 3.0, 3.1. Recomenda-se utilizar as versões 3.0, 3.1, 3.5 ou 3.9 do Workbench. As controladoras IDE dos A1200 e A4000 são suportadas, inclusive dispondo do modo avançado PIO e DMA. É possível pegar o HD (ou CF) do seu Amiga 1200 e espetar na plaquinha do NatAmi e sair usando sem problema nenhum! Quer mais uma boa notícia? Você pode pegar um drive de PC e usá-lo sem problema e em alta-densidade! Tá, ninguém quer mais saber de disquete… Tudo bem! Então você redireciona o acesso ao drive para uma pasta do seu CF ou HD, onde estão suas imagens de disco, e as utiliza como se fosse um emulador de drive. Sensacional! Qualquer programa ou jogo vai rodar como se estivesse rodando num Amiga clássico, mesmo aqueles que fazem acesso direto ao chips nativos. Mouse e teclados PS2 podem ser utilizados como se fossem o teclado e mouses originais, já que eles são mapeados para os registros correspondentes no hardware original. Tá, o mouse é bem melhor, mas eu gosto muito do teclado do Amiga! Mas isso também não é problema. Dá pra usar o teclado do Amiga logicamente… e o mouse também!

Em que pé está isso???

A versão atual da placa se chama NatAmi MX e já está disponível para os desenvolvedores desde Fevereiro desse ano (2011), mas não há qualquer informação sobre a data para início das vendas e muito menos os valores. Essa já é uma versão estável e plenamente capaz de rodar qualquer software clássico do Amiga.

Especificações

  • Porta serial, Porta paralela, floppy, joystick e PS/2 para teclado e mouse
  • Saída de vídeo à 31kHz – 24Bit TrueColor, opção interna para uma saída à 15kHz e uma entrada de vídeo à 15kHz
  • Entrada e saída de áudio – 16Bit
  • SyncZorro, PCI, IDE 3.5″, CompactFlash
  • LAN, USBv2 e PCI
  • Memória de 512 MB DDR2 “onboard”
  • Dimensões: 170x140mm com furação para gabinetes ATX e mini-ITX

E o processador??

O desenvolvimento está sendo realizado utilizando processadores motorola 68060 para adiantar o trabalho e garantir a compatibilidade. No entanto dois novos processadores estão sendo desenvolvidos. Ou melhor, os “cores” estão sendo desenvolvidos para serem inseridos em FPGA’s. Dessa forma será possível atualizá-los quando necessário.  Esses novos “processadores” estão sendo chamados de N68050 e N68070 e sua frequência de funcionamento deve ficar entre 100 e 166 Mhz. Mas por que criar novos processadores? Além da clara vantagem da atualização, os atuais motorola 060 são caros, não tem controle de memória e usam uma voltagem “fora de uso” de 3.3v. Não bastasse tudo isso, não sabemos até quando eles ainda serão encontrados para venda. Em contra partida, os novos N50 e N70 permitem uma redução nos custos de fabricação, utilização de memórias mais novas e rápidas, acréscimo de instruções multimídia (lembra dos processadores AMD 3D Now!?) e muitas outras facilidades.

Conclusão…

Existem ainda tantas qualidades e novidades nesse novo Amiga que eu poderia escrever ainda uns 2 posts iguais a esse e acho que não terminaria de contar tudo. É sem dúvida um projeto especial e que pode revolucionar a vida dos usuários e admiradores da plataforma  Amiga.

Pra quem quiser saber mais, acesse o site oficial http://www.natami.net/. Não deixe de acessar a página de perguntas e respostas. Tem muita informação interessante!

Não vejo a hora de colocar as mãos na minha NatAmi!

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