Trocando “Reed Switches” em um teclado Digiponto

Pessoal,

Fiz este video-tutorial rápido em como preparar e realizar a troca de “reed switches” nos teclados Digiponto, muito utilizados nos equipamentos Codimex, Color 64, Unitron APII, etc.

 

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Entrevista: Claudio Richter

Pessoal,

Claudio Richter

Claudio Richter

Hoje trago um artigo diferente dos habituais na AMX Project. Desta vez venho com uma entrevista exclusiva com o projetista original do micro CD-6809 da Codimex, o Sr. Claudio José Richter. Para quem não conhece, o CD-6809 foi o primeiro micro da linha TRS-80 Color produzido no Brasil, especificamente em Porto Alegre-RS. Esse micro já foi protagonista em vários artigos deste blog no passado. O próprio Claudio ainda é possuidor de um dos protótipos originais da época.

Codimex CD-6809 pertencente ao Sr. Claudio Richter

Codimex CD-6809 pertencente ao entrevistado.

Além da entrevista, o Sr. Claudio nos presenteou com várias digitalizações dos esquemas do micro CD-6809 e acessórios produzidos na época.

Diagrama de Blocos do CD-6809

Diagrama de Blocos do CD-6809

Nota: Todo o material disponibilizado estará disponível para download no final deste artigo.

 

A entrevista:

Daniel Campos: Analisando o projeto do micro Codimex que foi apresentado a SEI na época, consta o seu nome como o projetista principal. Como foi a questão de ser chamado para trabalhar na Codimex? Poderia dissertar um pouco sobre esse histórico?

Claudio Richter: Na verdade, um amigo havia sido indicado para o cargo (Augusto Einsfeldt), mas tinha outros compromissos e citou meu nome. Foi uma grande oportunidade para um estudante de engenharia de 21 ou 22 anos. Eu já havia trabalhado em outros projetos, como uma CPU por hardware (toda com CIs TTL), e projetos com 8085.

 

DC: Antes de ingressar na Codimex, você já era familiar com a arquitetura da linha de micros TRS-80 Color da Tandy Radio Shack?

CR: Não. A arquitetura é mais da Motorola do que propriamente da Radio Shack, já que o CI gerenciador de memória (6883) e o de vídeo (6847) determinam em grande parte toda a estrutura. A originalidade está na estrutura de I/Os (6821), com o conversor D/A por resistores, a leitura de fita cassette, etc.

 

DC: Conte-nos um pouco de como foi projetar o micro CD-6809. Quais as dificuldades encontradas ?

CR: De fato não projetamos propriamente um micro (como, de resto, nenhum dos subseqüentes clones lançados por concorrentes). O que fizemos foi copiar um computador, o que, na época, já era um desafio razoável. É preciso levar em conta que não havia ferramentas de CAD. A placa impressa era feita em plástico poliéster com a colagem de fitas de diferentes larguras, para a confecção das trilhas (fitas Bishop). Todo o desenho era elaborado em escala 2:1 e depois reduzido fotograficamente. E não possuíamos o mínimo instrumental, nem mesmo um réles osciloscópio analógico. Até para programar as EPROMs tive de criar um programador (anexei algumas fotos).
O maior desafio era converter o sistema de cor, de NTSC para PAL-M. Além da freqüência distinta do cristal, é necessário inverter a fase do sinal de cor a cada linha.

Programador de EPROM feito na época para gravar as EPROMs para o CD-6809.

Programador feito na época para gravar as EPROMs para o CD-6809.

Esquemático da parte de geração de video do Codimex.

Esquemático da parte de geração de video do Codimex.

 

DC: Você ficou somente responsável pela parte do projeto ou “meteu a mão” na produção e montagem do micro também ?

CR: Montei apenas o protótipo (que está comigo até hoje). Neste a placa foi elaborada sem o solder resist e máscara de componentes para facilitar a depuração. Mas na montagem em série não me envolvi.

Interior do micro do Sr. Claudio, mostrando uma das placas protótipo originais.

Interior do micro do Sr. Claudio, mostrando uma das placas protótipo originais.

 

DC: Alguma lembrança de outro periférico ou equipamento que você tenha também projetado ou participado da elaboração ?

CR: Havia um conversor serial-paralelo para impressora que projetei integralmente. Note que o TRS-Color tinha apenas porta serial, e muitas impressoras da época usavam interface paralela. Encontrei documentação a respeito, como podes examinar nos anexos.

Esquema do Conversor Serial/Paralelo.

Esquema do Conversor Serial/Paralelo.

 

DC: Analisando friamente a placa do Codimex, notamos que ela se assemelha e muito com a placa de um TRS-80 Color Computer original. Pode nos confirmar se o micro foi baseado mesmo a partir de um micro da Tandy Radio Shack ou vocês possuiam algum manual técnico da Tandy ?

CR: Sim, foi adquirido um TRS-Color e, a partir dele, feito o Codimex.

 

DC: Recentemente analisei uma interface de disco que foi produzida pela Codimex e a mesma também se assemelha muito a uma interface de terceiros que foi feita nos EUA, teria alguma lembrança sobre isso?

CR: No caso da interface de disco não me envolvi diretamente com ela, mas acredito que tenha sido baseada em uma placa importada, como no caso do computador. O problema é a dependência do software. Caso se modificasse algum endereço ou configuração do hardware, muito provavelmente, o sistema operacional de disco deixaria de operar, acarretando um grande esforço para adaptá-lo ao novo hardware. Isso sem contar com os inúmeros programas em Assembler que usavam os recursos da máquina diretamente, e que ficariam incompatíveis. Se não me engano, quem assumiu a confecção da interface de disco foi outro amigo, Ricardo Dattelkremer.

Uma das interface de disco originais da Codimex e reformada por mim em um artigo anterior.

 

DC: Que outras curiosidades poderia nos contar sobre esse período que trabalhou na Codimex ?

CR: Foi uma época romântica (sim, o que pode ser mais romântico que passar todo o final de semana praticamente insone, a base de cafeína, até que o circuito funcione…). Obter um manual (datasheet) era um feito extraordinário, e os poucos que obtinhamos eram imediatamente replicados para os amigos. Pouquíssimas lojas trabalhavam com processadores e CIs de lógica (lembro da Digital, aqui em Porto Alegre). A maioria revendia peças para rádios e TVs.
Os circuitos eram montados em proto-boards e, com isso, havia um mercado para restos de cabos telefônicos. Mais de uma vez recolhi na rua pedaços que sobravam destes cabos com múltiplas vias, para fazer as conexões do proto-board. O instrumental era paupérrimo, muitas vezes não ultrapassava um multímetro analógico e uma ponteira lógica (feita em casa…).
Com a Codimex essa situação não alterou significativamente em termos de instrumental, mas o acesso a componentes foi muito facilitado. Também documentação técnica foi disponibilizada. Mas, na época, eu era ainda mais direcionado às questões técnicas do que sou hoje e, com isso, temo ter me envolvido pouco com os outros problemas da empresa.

Hoje lamento isso, embora análises do passado sejam pouco razoáveis (é como o analista de bolsa que sempre acerta quando as ações vão subir… depois que subiram…).
Quem realmente levou a empresa nas costas foi o Davi Menda, que entrevistaste. Lembro que ele fazia encontros aos sábados na Codimex para reunir aficionados, e nunca mediu esforços para alavancar a firma.

 

DC: Tem alguma opinião sobre a Reserva de Mercado que existiu na época e possibilitou a existência da Codimex e outras empresas ?

CR: A reserva de mercado, pelas minhas convicções atuais, não deveria existir, porque acredito que governos são como o rei Midas ao contrário, ou seja, todo ouro que tocam transformam em pó.
Qualquer dúvida vide Petrobrás, que lida com ouro negro e detém monopólio em um país continental. Assim mesmo, está em uma situação lastimável. Então, seria muito mais produtivo que nossos governantes se preocupassem em gerar condições favoráveis a um desenvolvimento técnico sustentável das empresas nacionais, em vez de criar entraves para a concorrência externa. O que nos torna incapazes de competir é o próprio Leviatã, que pretende nos proteger com leis e sanções à importação.
Cada empresa brasileira tem de lutar contra um mar de leis absurdas, impostos asfixiantes, infraestrutura patética (exceto, naturalmente, no que concerne a estádios de futebol), perda crescente de liberdade de ação, e burocracia digna de um país comunista. E a quem devemos todo este legado? Então, o que, na minha opinião, realmente necessitamos para nos desenvolvermos como nação é eliminar o poder onipresente do estado brasileiro, protegendo o cidadão e sua liberdade. Isso irá oxigenar o sistema, que naturalmente irá eliminar os parasitas e inúteis, aumentando nossa pífia produtividade para níveis comparáveis as outras nações.

 

DC: Qual a melhor lembrança que você guarda dessa época? E qual a pior ?

CR: A melhor lembrança é, com certeza, quando finalmente o circuito de conversão para PAL-M funcionou, gerando a cor vermelha, que insistia em aparecer verde.
A pior aconteceu na primeira sede da Codimex, na fase de confecção dos desenhos da placa impressa. Como citei, o desenho era feito com fita adesiva de diferentes larguras, para gerar as trilhas. As ilhas eram feitas por etiquetas de diferentes formatos, também coladas à folha de poliéster.
Eu estava em uma fase de finalização do desenho, e sempre deixava as folhas abertas sobre uma escrivaninha (não era aconselhável mantê-las enroladas, pois as fitas poderiam assumir a curvatura e se deslocar ao reabrir as folhas).
Imagine a surpresa ao chegar à empresa pela manhã, e encontrar literalmente uma poça d’água sobre meus preciosos desenhos… Havia chovido durante a noite e havia uma goteira no teto, exatamente sobre esta escrivaninha. Felizmente foi possível restaurar as áreas danificadas, mas o susto foi grande.

 

Espero que tenham apreciado esta entrevista exclusiva com o sr. Claudio Richter. Abaixo segue o link para download do material exclusivo que ele disponibilizou, contendo esquemáticos e desenhos da época.

Esquemas Codimex CD-6809

Abs,
Daniel

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Disk Drive e Interface Codimex para o CD-6809

Pessoal,

Hoje venho mais uma vez mostrar a restauração de um item raro da linha TRS Color nacional: a interface e drive originais fabricados pela Codimex, empresa do Rio Grande do Sul e pioneira na fabricação de micros da linha Color Computer no Brasil.

História:

Tudo começou quando meu amigo, o Professor Luis Fernando Garcia, resolveu me enviar de presente este item raro fabricado pela Codimex. Eu já conhecia essa raridade através de fotos já postadas nos grupos de retrocomputação, porém nunca tinha visto “ao vivo” um desses antes.

Depois de mais de um mês passeando pelas entranhas do Correio carioca, o pacote acabou  chegando as minhas mãos. Ufa!

Interface de disco da Codimex

Drive original Codimex

Tampa original da interface e com bastante ferrugem.

 

Restauração:

  • Interface:

Uma das partes mais importantes de qualquer restauração começa com a cópia de quaisquer dados armazenados no dispositivo, neste caso da ROM contendo o Disk BASIC original usado na interface e que veio gravado em uma EPROM 2764. Penei um pouco para extrair esses dados pois a EPROM estava bastante oxidada e apresentava mau contato quando plugada no meu gravador de EPROM. Necessitei plugar a mesma em um soquete torneado, para então enfim conseguir extrair seu conteúdo com sucesso. Para quem quiser experimentar em algum emulador, ou mesmo regravar em outra EPROM para uso em alguma interface, segue AQUI o arquivo para download.

Um detalhe importante sobre essa controladora, é que pelo design e disposição dos componentes na placa, a mesma é idêntica a controladora JFD-COCO fabricada na época pela J&M nos EUA.

Interface foi totalmente lavada e a EPROM removida para a extração do Disk Basic.

Depois da interface ter sido remontada com a EPROM e colocada no Codimex, foi plugar e funcionar.

 

  • Drive de Disco:

O drive estava bastante empoeirado internamente, a correia já não possuia mais tensão suficiente para tracionar o disquete e todo o conjunto estava funcionando mal, não sendo possível sequer formatar um disquete. Após a troca da correia por uma nova e uma completa limpeza e lubrificação interna, com óleo singer, o drive voltou a vida e a funcionar perfeitamente.

O drive original com bastante oxidação na parte exposta da grelha superior.

Bastante poeira na parte interna da fonte.

A correia original estava sem tensão suficiente e teria que ser substituída.

Aqui a fonte do drive já removida e totalmente limpa.

O modelo do drive é um TEAC FD-50A fabricado no Japão.

Aqui o drive já funcionando perfeitamente.

Disk Drive totalmente pronto e com a tampa repintada para combinar com a interface e o próprio Codimex.

 

  • Tampa da Interface:

O ponto mais crítico desta restauração seria sem dúvida a reforma da tampa da caixa da interface e que estava severamente comprometida por ferrugem.

Tampa da interface e com bastante ferrugem.

Após a remoção da camada de tinta “solta”, vejam o que estava escondido por baixo.

Aqui a tampa e peças do drive já completamente lixadas e prontas para a funilaria.

Além da oxidação, o pessoal na Codimex parece que copiou exatamente as mesmas medidas da caixa original da interface da J&M americana (que provavelmente serviu de base para esta), contudo algumas medidas na furação da tampa estavam incorretas e não permitiam o correto encaixe no micro. Necessitei então refazer a furação para “bater” certo com a caixa original. Os furos originais foram selados com massa plástica.

Tampa já com furação nova e os furos antigos foram vedados com massa plástica.

O maior desafio, contudo, tratava-se da transferência da serigrafia original que existia na tampa. Para isso realizei a digitalização da tampa e utilizando Photoshop, recriei todo o desenho sobre o original (overlay), inclusive utilizando as mesmas fontes usadas na época pela Codimex.

Resultado recriado no Photoshop da serigrafia original.

Modelo recriado no Photoshop através da serigrafia original.

A próxima ação seria arrumar uma forma de transferir esse novo desenho para a tampa. Após várias visitas em um gráfica próxima, não consegui sucesso transferindo a mesma para um Vinil, devido ao tamanho diminuto das letras.

Sem muita alternativa, resolvi apelar para a ajuda do amigo Victor Trucco e sua Laser CNC que fez o desenho em papel etiqueta comum. Assim já daria para colocar uma máscara por cima da tampa e pintar as letras e desenhos vazados.

Laser CNC desenhando em papel etiqueta a máscara final.

Detalhe do papel já devidamente “cortado” pelo Laser.

Bagunça em casa: pintando a tampa da interface na minha área de serviço.

Máscara já aplicada a tampa e devidamente isolada para a pintura.

Tampa já totalmente repintada e pronta!

Deu trabalho mas ficou bom!

Devidamente pronta para uso.

Já plugada no Codimex.

Devido ao peso da unidade, o pessoal da Codimex projetou essas pequenas abas de forma que a interface fique fixa no corpo do Codimex.

Aqui finalmente o conjunto todo completo e funcional.

 

Abaixo segue uma pequena demonstração da interface já completamente funcional. Quem desejar ver as demais fotos da restauração, segue aqui o link para o meu álbum no Picasa.

 

Espero que tenham apreciado o artigo e até a próxima!

Abs,
Daniel

 

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O início da era TRS Color no Brasil

Pessoal,

Acredito que este texto não traga novidade para ninguém já que é notícia velha, pois desde o ano passado estou devendo este artigo falando sobre o micro que deu origem a linha TRS Color no Brasil.

A história:

Pois bem, em meados de março de 2015 recebi uma mensagem do Sr. Davi Menda (Sócio-fundador da Codimex) informando que por motivos pessoais estaria se desfazendo do protótipo original do Codimex CD-6809 e que ele havia guardado desde a época do fechamento da empresa. Bem, eu mesmo já possuia um Codimex CD-6809 (mostrado neste artigo aqui), porém este não seria um Codimex qualquer mas sim o protótipo original do micro que deu origem a linha TRS Color no Brasil, o primeiro fabricado em nosso solo. Isso para mim, colecionador da linha TRS Color, seria uma peça histórica valiosíssima além de representar a “cereja do bolo” na minha coleção. Bom, como o Sr. Davi residia em Porto Alegre, solicitei ajuda do meu amigo Prof. Luis Fernando Fortes Garcia para pegar em mãos tão valioso item.

Prof. Luis Garcia recebendo o micro das mãos do Sr. Davi Menda

O protótipo do Codimex no estado em que chegou na minha casa.

Além do computador em si, o Sr. Davi também fez o favor de enviar TODO o material que ele possuia da época em que a Codimex ainda era ativa no mercado. Isso incluia recortes de jornal com propagandas da época, o projeto original do CD-6809 conforme foi apresentado a SEI durante sua homologação, boletins informativos da Codimex, folhetos promocionais, etc.

Nota de lançamento do micro no jornal Zero Hora em 1 de maio de 1983.

Anúncios de jornais da época.

Todos os Boletins informativos feitos pela Codimex na época.

Projeto encadernado que foi entregue para apreciação da Secretaria Especial de Informática (SEI).

Obs.: Todos os documentos enviados pelo Sr. Davi foram digitalizados por mim e estão disponíveis para download na seção “links úteis” no final deste artigo.

O estado:

Como já avisado previamente pelo Sr. Davi, o micro estava em um estado de conservação não muito bom devido a exposição a humidade onde o mesmo havia sido guardado nos últimos 30 anos.

Placa com bastante oxidação e vários componentes literalmente “podres”..

Todos os parafusos estavam muito oxidados e precisavam ser substituídos.

Diferentemente dos modelos de produção, o protótipo veio com uma placa para geração de video composto.

Um 74LS74 literalmente podre de ferrugem.

Teclado Digiponto já devidamente desmontado para o banho. :-)

 

Reparo e restauração:

Tudo começa com o já tradicional banho no tanque de casa e com direito a muito sabão de coco. 😀

Aqui tudo já devidamente lavado.

Começando a restauração e olha o estado encaroçado do capacitor original.

Placa do protótipo e sem nenhuma marca de revisão, indicando que é a primeira mesmo.

Após a lavagem dá para ver o estado real de alguns componentes. Esse é o soquete do 74LS74 mostrado anteriormente.

Aqui o LS74 já substituído por um CI e soquete novos.

Aqui o VDG 6847 comido pela oxidação.

Soquete do 6847 também destruído por ferrugem.

Soquete já devidamente substituído por um novo.

As EPROMs originais estavam literamente se desfazendo. Tive que limar a lateral do CI com a Dremel para poder soldar esse pino aí. Pelo menos consegui com sucesso extrair a ROM original do micro. :-)

Todos os capacitores da fonte trocados.

Remontada a placa AV e colocado novos cabos de audio e video pois os antigos estavam se desfazendo.

Trocada a chave liga/desl e a chave de seleção de tensão (110/220), pois ambas não funcionavam mais devido a oxidação.

A chave liga/desl original era um botão de pressão com dois estágios, porém não achei pra comprar em lugar nenhum do universo. Acabei colocando essa chave padrão.

Trocado também o botão de RESET e a chave de video reverso.

As EPROMs foram ambas trocadas, incluido seus soquetes.

As duas PIAs (6821) estavam com problemas e também tiveram que ser trocadas.

Um dos CIs de memória estava problemático e também troquei.

Trocado também os conectores DIN dos Joysticks que estavam cheios de oxidação.

Placa toda pronta e recuperada.

RISE FROM YOUR GRAVE!!!

Aqui já todo remontado e funcional.

Todos os componentes que foram substituídos no micro.

 

Conclusão:

Foi um grande prazer pessoal recuperar este item histórico da informática nacional e agradeço muitíssimo ao Sr. Davi por essa oportunidade.

O protótipo já foi devidamente apresentado ao grande público no último evento do Clube Color Rio que foi realizado no dia 11 de abril de 2015. Seguem algumas fotos do evento.

O protótipo (canto superior esquerdo) dividindo a mesa com outros ícones da linha TRS Color nacional.

Aqui o pessoal se acabando no Galagon jogando no protótipo. :-D

 

Links úteis:

Segue abaixo o meu álbum com todas as fotos do protótipo assim como todo o material que foi digitalizado. Um agradecimento especial ao amigo Leonardo Roman do site Datassete.org por manter e disponibilizar um espaço próprio para compartilhamento desse rico material!

UPDATE: Thanks to Paulo Garcia from our Facebook group, we had this article translated to English. It’s available on the link bellow.

The dawn of the CoCo clones in Brazil

Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima.

Abs
Daniel

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Capacitores vazando, um dos piores inimigos do Amiga!

Quem tem um Commodore Amiga ou conhece quem tenha, muito provavelmente já ouviu a famosa pergunta: “Já trocou os capacitores?” E posso te garantir, por experiência própria, que isso é muito mais importante do que muitos imaginam ou acreditam!

Eu não vou entrar no mérito e nem tentar explicar (até por que essa não é a minha praia) o que é ou como funciona um capacitor eletrolítico, esse não é o objetivo, mas deixarei alguns links sobre o assunto no final do artigo.

Embora o capacitor eletrolítico seja um componente que mereça atenção em qualquer equipamento mais antigo, o problema de vazamento acontece nos modelos de Amiga que utilizam capacitores SMD, ou seja, o A600, A1200, A4000 (incluindo o torre) e o CD32. Isso não quer dizer que os capacitores dos outros modelos não precisem ser checados e até substituídos, mas o índice de problemas é bem menor e nem se compara com o estrago causado pelo vazamento do ácido do capacitor SMD.

Nos A2000, A3000 e no A4000 existe o problema de vazamento do ácido da bateria, que é tão ruim quanto o vazamento dos capacitores, com efeitos colaterais parecidos e precisam de atenção. Se você ainda tem a bateria original em um desses modelos, retire-a ontem! Infelizmente, se a bateria ainda for a original, a chance dela já ter vazado é bem grande…

Eu pensei em escrever esse artigo durante uma limpeza e organização de arquivos. Encontrei algumas fotos de uma placa de A600 que eu recuperei depois de alguns capacitores vazados.

Esse caso me fez lembrar o motivo pelo qual eu parei de fazer essas coisas… Foi bem trabalhoso! E um pequeno detalhe. O micro funcionava antes da substituição dos capacitores, depois de tudo limpo, isolado e montado ele não ligava mais… ou melhor, ligava mas não dava imagem. Provavelmente ele pararia de funcionar dentro de algum tempo, mas nada pior que o micro chegar funcionando e depois do reparo que deveria deixá-lo em ordem, ele ficar pior! :-/

Eu já havia refeito algumas trilhas e “by-passado” algumas ilhas, mas havia mais uma trilha perdida. Com essa trilha refeita o micro ligou e passou a funcionar normalmente, exceto pelo som. Um dos canais tocava muito baixo.

Depois de bolar uma espécie de estetoscópio (forcei hein!?) e literalmente procurar pelo som, encontrei o motivo. Era mais uma vítima do ácido… o CI amplificador de som também tinha ido pro espaço…

No final, placa salva e mais um Amiga de volta a ativa. Nem sempre a coisa funciona assim, já peguei placas em estado lastimável e que não valia sequer o esforço pra tentar recuperá-la, tamanho o estrago feito pelo vazamento do ácido.

Vamos às imagens, mas não se esqueça: Com ácido de capacitor SMD não se brinca! 😉 Trate de trocar os capacitores ou leve para um técnico de confiança fazê-lo (alou Trucco!)

IMG_3494 (640x480)

Oba! Legal! Parece que os capacitores estão perfeitos!

Tem um ali com uma corzinha esquisita... mas parece que tá legal!

Tem um ali com uma corzinha esquisita, mas parece Ok!

Ops! :-O

Ops! :-O

Eita!!!!

Eita!!!! Uma poça!!!!

IMG_3444 (640x480)

Ah… mas aqui tá tudo bem… espero!

Putz!

Putz! Plaquinha, fala comigo! :-(

IMG_3453 (640x480)

Lá se foram ilhas e trilhas… :-/

IMG_3454 (640x480)

Limpa tudo, retira o ácido raspando a trilha e depois cobre com verniz!

Aparentemente tudo bem...

Aparentemente tudo bem…

Ah não...

Ah não…

Santa paciência Batman!

Santa paciência Batman!

Já trocou o capacitor do seu Amiga? O que você está esperando?

Links:

https://www.google.com.br/search?q=capacitores+eletroliticos+smd&rlz=1C1GIWA_enBR640BR640&espv=2&biw=1680&bih=925&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjHuqu719LKAhXIGZAKHY8VDyYQsAQIPQ

http://www.hardware.com.br/termos/capacitor-eletrolitico

http://www.victortrucco.com/Commodore/CapacitoresAmiga/CapacitoresAmiga

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Let´s Play: clickBOOM

clickBOOM?! Como assim?! Que jogo é esse?!

clickBOOM, como ela mesma se descreve, é uma empresa global de design e foi responsável por portar jogos como Quake e Myst para o Commodore AMIGA nos anos 90. Foi ela também a responsável por jogos como Napalm, T-Zer0, Capital Punishment entre outros.

Então nesse “episódio” de Let´s Play, selecionamos alguns jogos da clickBOOM para apresentar e como uma imagem vale mais do que mil palavras, hora de curtir alguns vídeos selecionados do YouTube!

Começando com o T-Zer0: Shot’n’up com bons gráficos e música tocada direto do CD.

 

Napalm é um jogo de estratégia no “estilo” Age of Empires.

 

Myst, famoso “adventure” de PC,  portado para o Amiga.

 

Nightlong é um adventure com atmosfera futurística.

 

E aí?! Let´s Play?!

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Codimex CD-6809: A tríade agora está completa!

Pessoal,

Finalmente tenho o prazer de comunicar que agora completei a minha coleção de Color Computers nacionais com a recente aquisição do último que faltava, o Codimex CD-6809. Assim, a tríade dos raros clones nacionais de TRS Color está completa. 😀

A tríade está completa! :-D

A história…

O CD-6809 foi o primeiro dos clones de TRS Color fabricados aqui no Brasil, mais especificamente em Porto Alegre-RS. Ele é baseado no esquema original do TRS-80 Color Computer da Tandy. Para quem quiser maiores informações sobre a história desse micro e da própria empresa Codimex, deixo aqui o link para a excelente entrevista que eu fiz para a revista Jogos80 com o Sr. Davi Menda, sócio-fundador e idealizador da Codimex.

Codimex CD-6809

A história da compra desse micro foi um tanto quanto inusitada. Um belo dia, por volta de 1:30 da madrugada, estou devidamente acomodado e dormindo o sono dos justos quando meu celular começa a tocar desesperadamente. No quarto toque, eu já p*** da vida com o desalmado que estaria me ligando a tal hora, pego no celular e vejo que é o meu amigo coconauta Juan Castro. Nesse momento, já atendo o telefone preparado para dar uma voadora via embratel no indivíduo, porém ele não me dá nem tempo de falar e GRITA: TEM UM CODIMEX NO ML!!!
O meu cérebro assimilou isso de forma atordoante e eu saí correndo para ligar o computador e comprar. Deixo aqui meus agradecimentos ao meu amigo Juan por me avisar de tão precioso micro.

Por coincidência, esse Codimex chegou lá em casa no mesmo dia da chegada de outro Codimex, do amigo Luis Fernando Garcia, que enviou o seu micro para reparo.

Dois Codimex juntos. Taí outra cena rara!

Mãos a obra…

Aproveitando que eu tinha dois Codimex em mãos e visto que pouca ou nenhuma informação se tem sobre o mesmo, resolvi fazer este artigo cobrindo a reparação de ambos os micros.

Começamos então pelo micro do meu amigo de PoA, o Luis Garcia, no qual estava com vários reed switches do teclado devidamente mortos e o RF também só apresentava imagem em preto e branco e sem som.

Micro do Luis Garcia na mesa de operação. :-)

Imagem no RF só em B&W e sem som.

Placa do Codimex. Pela disposição dos componentes, percebe-se que o esquema foi baseado na placa revisão “E” dos CoCo1 originais.

Essa é a placa versão 1.2 da Codimex.

Capacitores da fonte. Tem um de 10000uF que parece até uma granada de mão!

Ambos os micros vieram com esses 741 da Texas e que não funcionam com Drivewire. Os CP-400 também vinham com esses instalados e é por isso que o pessoal reclama que por vezes o DW não funciona com alguns deles.

Esse Codimex já veio com 64Kb (8 CIs 4164) , porém como a placa é baseada no esquema da placa revisão “E” da Tandy, apenas 32Kb ficam disponíveis para uso.

O motivo de não ter som. A bobina que deveria estar ali em L5 foi arrancada.

Tentei ainda ajustar o RF, porém sem muito sucesso. Continuava preto e branco.

O teclado estava com cerca de 15 reeds mortos. O antigo dono havia soldado um teclado auxiliar para usar as teclas mortas! Santa gambiarra Batman!

O teclado é o modelo CM-05 da Digiponto, conhecida fabricante de teclados profissionais da época.

 

Visto a situação do micro, vamos aos reparos e melhorias. :-)

Uma das trilhas do teclado estava interrompida e colocaram um fio de chuveiro para contornar. Retirei aquela porcaria e coloquei esse pequeno jump no lugar da parte defeituosa.

Nesta foto já trocado alguns reeds e a maior parte das gambiarras retiradas.

Tendo em vista que o RF estava morto mesmo, foi construída a plaquinha com circuito de video composto.

Aí já devidamente encaixada no micro.

O cristal original PAL-M também teve que ser trocado para o NTSC. Não daria para manter o cristal, pois o esquema de transcodificação do Codimex para PAL-M é feito depois que o sinal sai do modulador 1372.

Imagem já no video composto e colorida. Viva! :-)

Micro do Luis já completamente montado e pronto. :-)

 

Terminada a reforma do Codimex do Luis, vamos agora ao meu Codimex. :-)

 

Agora vamos ao P0rn do meu Codimex. :-)

Nr. de série 32/0077. Imagino que seja a septuagésima sétima unidade produzida do modelo de 32K.

Placa removida e tem bastante diferenças para a placa do outro Codimex.

Versão de placa 1.3, diferente da do Luis.

Pra começar essa parece mais caprichada em termos de acabamento. Colocaram um barra de pinos em 90º para a saída de slot ao invés de só soldar o flat diretamente na placa como no micro do Luis.

Pra começar essa placa já vem com jumpeamento para trocar o tipo de memórias utilizadas entre cis 4116 e 4164. Apesar de poder usar as 4164 completando 64Kb, apenas 32Kb ficam disponíveis para uso na máquina.

Aí esta, 32Kb devidamente instalados com 16 cis 4116 trepadinhos. :-)

 

Bom, visto a situação vamos as melhorias. :-)

Primeiramente, tive que deixar o micro usável realizando o mod abaixo para deixá-lo com 64Kb de RAM. Com 32Kb tem muita coisa que não roda, incluindo os OS-9 e alguns jogos como DragonFire, The Sailor (Popeye), Outhouse e outros.

Seguem os passos para expandir dos originais 32Kb para 64Kb (somente para modelos com placa revisão 1.3):

1) Primeiramente, se o micro ainda estiver utilizando memórias 4116, como no meu caso, deveremos primeiro colocar os jumpers nas posições corretas para instalar as memórias 4164. Jumper CN13 deverá estar fechado no pino a direita. Jumper CN14 deverá fechar o pino inferior. CN15 deverá estar fechado no pino superior. Com esses passos vc garante que o micro poderá usar as 4164 no lugar das 4116.

2) Agora, coloque o jumper CN16, existente entre as duas PIAs, fechado na parte superior. Ao lado direito da SAM (6883) existe o ponto R55, neste deverá ser colocado um resistor de 33R ou simplesmente fechado com um jump. Isso habilitará a seleção dos 32Kb no Codimex usando as 4164.

Agora vamos ao processo para habilitar os 64Kb:

3) Primeiramente, erga os pinos 4, 5 e 6 do CI U8 (74LS02), depois erga o pino 5 do CI U22 (74Ls138). Os CIs nesse micro são todos soquetados, logo levantar esses pinos não deve ser problema.

4) Agora, solde o pino 4 do U8 com o pino 5 do U22. Depois solde o pino 6 de U8 com o pino 8 do mesmo integrado. Na sequência, solde um fio do pino 5 do U8 até o ponto de teste P9 que fica a direita do processador 6809. Este ponto de teste liga diretamente ao pino 32 da CPU. Para melhor conferência, vai o esquema abaixo.

Codimex - 32K para 64K

Olha aí toda a modificação completada. Essa tive que procurar nos pergaminhos esquecidos do conhecimento CoCoísta. :-)

Agora sim, 64Kb na cabeça! :-D

Aproveitando, troquei logo o 741 da Texas por um CA3140. Agora já posso usar o Drivewire em velocidade de CoCo2. :-)

Por falar em porta serial a Codimex resolveu adotar um plugue DIN5 para a porta serial de seu micro, diferentemente do que foi feito pela LZ no Color 64 e pela Prológica no CP-400 e que utilizavam o plugue DIN4 no mesmo padrão usado pela Tandy nos CoCos. Abaixo segue a pinagem da serial do Codimex.

Codimex Serial DIN5

Pinagem do conector serial do Codimex

Outra plaquinha de video composto pronta e já instalada.

Esse teclado teve 20 reeds trocados!

Todos os capacitores trocados, incluindo os grandões da fonte. Como não existe mais para venda eletrolítico axial dos grandes, tive que adaptar um radial para o papel. :-)

Instalado um jack P2 fêmea para saída de audio, através da grelha de ventilação por baixo da máquina. Ou vocês acham que eu iria furar o gabinete de um Codimex? :-)

Olha aí a criança já limpa e pronta para uso. :-D

Agora sim, DragonFire! :-D

E como não podia deixar de ser, Outhouse! :-)

 

Conclusão…

Após essa “esmiuçada” em ambos os Codimex, posso afirmar que claramente se trata de um produto profissional para época. Placa de excelente qualidade, gabinete de fibra robusto capaz de aguentar qualquer tipo de punição e completando, o teclado Digiponto que é referência e foi também utilizado em outro Color já visto aqui, o LZ Color 64.

O único ponto “negativo”, se é que pode ser chamado assim, é ser expansível somente até 32Kb.  Tendo em vista que os CoCo2 só começaram a sair em meados de 83 e sendo o projeto do Codimex de meados de 82, explica-se assim eles terem pego o esquema do CoCo1 rev. “E” para clonar. Contudo, não sei dizer se a Codimex chegou a fabricar outra revisão de placa onde seria possível expandir até 64Kb.

No mais, trata-se de um clone do CoCo1 que traz todo o funcionamento do original da Tandy, porém num tratamento bem mais profissional.

Resultado da brincadeira. Todos os componentes que foram trocados nos dois micros.

 

EDIT:  Ficou faltando as ROMs que eu já havia extraído de ambos os micros, e sim, elas são diferentes (mesmo que só no label). O Color BASIC do Codimex é Color BASIC 1.1 da Tandy, e o Extended BASIC é a versão 1.0 da Tandy.

Codimex ROMs

Para quem ainda tem curiosidade, aqui seguem todas as fotos do meu álbum no Picasa.

Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima!

Abs,
Daniel

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MiniIDE: Tudo que você precisa saber para usar!

Após o primeiro artigo introdutório sobre a MiniIDE, vamos agora mostrar como configurar, instalar e usar a nova interface para o Color.

MiniIDE

 

1) LED e Jumpers

A nova interface possui apenas um led indicador e que serve tanto para indicar que a interface está ligada e funcional (led aceso) como também para mostrar atividade de leitura ou gravação (led piscando).

LED

A MiniIDE possui também 4 jumpers na placa para configurações específicas. O primeiro é o jumper para seleção dos endereços de hardware $FF70 ou $FF50. Na primeira revisão da Glenside IDE (mostrada no artigo anterior) usava-se apenas o endereço $FF70, porém foi descoberto que este endereço conflitava com o endereço da interface Multipak da Tandy, logo foi criada uma nova revisão da placa com um jumper para setar também para o endereço $FF50 de forma a não conflitar com a MPI. Na MiniIDE, este jumper virá configurado por padrão para o endereço $FF50 pois a ROM utilizada na interface já vem configurada para este endereço.

Jumper para seleção de endereço.

Jumper para seleção de endereço.

Em uma das extremidades da placa existe um conjunto de 3 jumpers (imagem abaixo). JP1 serve para selecionar a função CART, ou seja, caso este jumper esteja fechado a IDE poderá ser usada como um simples cartucho de programa (desde que substituída a EPROM original). A EPROM usada na MiniIDE é uma 27C256 e que permite até 32Kb de dados. A ROM padrão do HDB-DOS é de apenas 8Kb, ou seja, ficaram sobrando 24Kb. Para não desperdiçar este espaço resolvemos colocar além do HDB-DOS LBA próprio da IDE, colocar também as versões de ROM do HDB-DOS para uso com o Drivewire (programa para PC de emulação de drives para Color e que é utilizado através de ligação pela porta serial), assim quem ainda não tiver disponível um drive IDE, adaptador IDE-CF, etc. sempre poderá utilizar a MiniIDE como um simples cartucho de conexão para o Drivewire. Segue aqui o link para o site oficial do Drivewire 4.

Em resumo, JP2 fechado seleciona para carregamento inicial a ROM do DW específica para utilização com um CoCo1 (ou CP-400, Color 64), JP3 fechado seleciona a ROM para CoCo2 (ou MX-1600), no caso de ambos JP2 como JP3 estarem fechados, a ROM para CoCo3 é selecionada.

JP1 fechado - Seleção CART JP2 fechado - ROM DW para CoCo1 JP3 fechado - ROM DW para CoCo2 JP2 e JP3 fechados - ROM DW para CoCo3

JP1 fechado – Seleção CART
JP2 fechado – ROM DW para CoCo1
JP3 fechado – ROM DW para CoCo2
JP2 e JP3 fechados – ROM DW para CoCo3

 

2) Preparação do CF/SD

 Como falei no último artigo, já existe uma imagem para uso em CF/SD pronta, e com tudo o que há de melhor para a plataforma. Sendo assim, vou exemplificar agora os passos para gravar essa imagem em um cartão CF ou SD. O pacote contendo a imagem propriamente dita e um arquivo de texto descrevendo o conteúdo da mesma, pode ser baixado aqui.

Primeiramente será necessário arrumar um CF ou SD de 512Mb ou maior. Em seguida, deve-se conectá-lo a um PC utilizando um adaptador USB para cartões desses que existem por aí a venda em qualquer esquina. No caso de SD, a maioria dos laptops mais novos já possuem leitor para eles.

Na sequência deverá ser baixado o utilitário Win32 Disk Imager, pois com ele será possível escrever a imagem para o CF/SD utilizando um PC com Windows.

Instale então o programa no seu PC e siga os passos a seguir:

Win32_1

1 – Verifique se a letra indicada corresponde ao CF ou SD montado no seu sistema.
2 – Selecione o arquivo com a imagem.
3 – Clique em “Write” para começar a escrever a imagem no cartão.

Win32_2

Clique em “Yes” para confirmar a gravação da imagem no cartão.

Win32_3

Aguarde alguns minutos para que a imagem seja totalmente gravada no SD ou CF escolhido.

 

3) Montagem do CF/SD na MiniIDE

 Para a montagem do CF ou SD eu recomendo o uso dos adaptadores abaixo, pois esses foram testados e posso assegurar que funcionam perfeito. Não quero dizer com isso que outros modelos de adaptador não funcionem, mas que somente não foram testados.

Adaptadores CF e SD recomendados.

No caso do adaptador SD em específico, existe um aviso importante e que todos que forem utilizá-lo deverão seguir para não terem problemas. Como visto na foto abaixo, a parte metálica do adaptador SD fica praticamente encostado nos contatos de alguns CIs na placa da MiniIDE.

Adaptador SD praticamente encosta na MiniIDE.

Visto isso, recomendo fortemente a quem for utilizar um adaptador SD similar, que proteja a parte metálica do adaptador com algum material isolante. Eu aqui utilizei fita isolante comum para evitar qualquer contato com a MiniIDE.

Fita isolante protegendo a parte metálica do adaptador SD.

No caso do adaptador CF recomendado, não existe tal problema pois ele fica bem distante da placa MiniIDE e nesse caso nenhuma ação é necessária.

Após essas medidas de segurança, basta colocar o CF/SD previamente criados no passo 2 e usar.

4) Usando a MiniIDE

Agora vou explicar brevemente o uso básico da MiniIDE com a imagem disponibilizada e que é criação do amigo Felipe Antoniosi (Retro Canada).

Após o boot, aparecerá a seguinte tela mostrando as opções de inicialização e o contador regressivo que iniciará um dos NitrOS-9 disponíveis (de acordo com a máquina em que está sendo carregado) caso nada seja escolhido.

Menu de boot da MiniIDE

Breve descrição das opções de inicialização:

1- Carrega a versão original do OS-9 Level 1 para o Color Computer que foi criado pelo Microware e distribuído pela Tandy.
2- Carrega a versão do Nitros-9 para o Color Computer 2 (Esse é o carregamento padrão para o CP-400 caso nenhuma opção seja escolhida).
3- Versão especial do Nitros-9 L1 feita para rodar exclusivamente nos CoCo2B, que possuem suporte a letras minúsculas.
4- Carrega a versão do Nitros-9 Level 2 para o CoCo3.
5- Versão do Nitros-9 L2 especificamente feita para rodar nos CoCo3 usando o processador Hitachi 6309.
6- Carrega o Nitros-9 L1 com suporte para a utilização da placa Wordpak, feita pelo Felipe Antoniosi.
H- Esta opção apenas carrega o HDB-DOS simples (BASIC).
R- Acerta a paleta de cores do CoCo3 para a saída RGB.
C- Acerta a paleta de cores do CoCo3 para a saída em video composto.
S- Carrega o loader Sidekick usado para carregar os programas/jogos nas partições de disco.
W- Carrega o programa Wired, usado para transferir imagens de disco (DSKs) entre a MiniIDE e o Drivewire.
D- Usado para carregar o Drivewire na SuperIDE da Cloud-9 (não utilizado na MiniIDE)
T- Essa opção ativa ou desativa o modo Turbo (2Mhz) no CoCo3.

Não vou me aprofundar aqui na utilização do OS-9/Nitros-9. Quem estiver interessado em explorar esse excelente S.O., sugiro a leitura da documentação sobre o mesmo aqui.

4.1 – Sidekick

Fundamentalmente a imagem preparada tem seu conteúdo  dividido entre partições OS-9/Nitros-9 e partições HDB-DOS. Essas partições HDB-DOS tem o mesmo tamanho dos disquetes originais utilizados no Color, e o HDB-DOS em si pode trabalhar com até 254 partições. Dito isto, a forma simples no HDB-DOS para se navegar entre as partições é digitar DRIVE #, onde # seria o número específico da partição a ser acessada. Pensando numa forma mais fácil de se navegar e executar programas entre as várias partições, o Felipe Antoniosi bolou um programinha, o Sidekick.

Sidekick

Esse programa permite, de forma simples, buscar programas pelo nome (teclando F) ou simplesmente digitando diretamente o número do drive desejado (Uma lista completa dos programas contidos nas partições HDB-DOS pode ser encontrado no arquivo TXT que acompanha o pacote da imagem).

Na janela da esquerda estão os drives (partições) e na janela da direita o conteúdo do drive selecionado no momento.

Para realizar uma busca por algum arquivo específico, basta teclar F e em seguida digitar o nome do arquivo desejado.

Após localizar o arquivo desejado, basta pressionar a tecla Enter para executar o mesmo, seja ele um arquivo em BASIC (.BAS) ou Binário (.BIN).

 

  4.2 – Wired

O Wired é outro programa criado pelo Felipe e que permite a cópia de imagens de disco (DSKs) inteiras para as partições do HDB-DOS e vice-versa utilizando o Drivewire. Ou seja, é uma forma prática de transferir arquivos entre a MiniIDE e um PC com Drivewire instalado.

Para realizar a transferência entre o Color e o PC, deverá já se ter toda estrutura do Drivewire montada (cabo serial de comunicação entre o Color e o PC, instalação do Drivewire no PC, configuração, etc.). Não irei aprofundar aqui nas características e funcionamento do Drivewire, quem quiser saber mais tem toda documentação aqui.

Após o carregamento, escolha o modelo do seu Color. (CP-400 é equivalente ao CoCo1)

Agora basta escolher o sentido da transferência. A opção “D” transfere a imagem carregada no PC para um drive da MiniIDE. A opção “H” transfere o contúdo de um drive da MiniIDE para uma imagem no PC.

Aqui, usando a opção “D”, o “source drive” é o drive 0 do DW no PC e o “target drive” é uma das partições do HDB-DOS na MiniIDE.

 

5) Conclusão

Espero que este tutorial seja útil a quem estiver desbravando esse mundo novo que a MiniIDE está trazendo para o CP-400 e para os outros Color nacionais.

Fiquem a vontade de sugerir qualquer melhoria ou correção neste documento. Para quem ainda assim estiver com dúvidas ou interessado em dicas para um uso mais “avançado” da MiniIDE, sugiro se inscrever nos dois canais relacionados ao assunto TRS Color no Brasil:

Clube Color Brasil no Facebook

Lista de discussão para CP-400 e CoCo3 no Google Groups

Grande abraço a todos!

Abs,
Daniel

 

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MiniIDE: O renascimento do CP-400

Em meados de 1984 a Prológica lançava o seu CP-400, um micro TRS Color compatível e que vinha para disputar uma fatia do mercado que era dominada em grande parte pela Microdigital com seus TKs. Apesar de não ser da mesma linha dos micros da concorrente, o CP-400 conseguiu atingir certo sucesso e vendeu bastante até a chegada dos MSX.

CP-400_Anuncio

Propaganda da época.

Como qualquer outro micro doméstico da época, o acesso aos dados era feito principalmente através de cassete. A Prológica lançou para acompanhar o CP-400 uma unidade de disco externa conhecida como CP-450, mas devido ao seu custo altíssimo não foi um grande sucesso em vendas. Hoje é um item bem raro de se achar inclusive.

CP-450

CP-400 e sua unidade de disco, a CP-450.

Outro grande revés do CP-400 foi a Prológica colocar toda a circuitaria de um TRS Color em um gabinete de proporções tão diminutas. Ela usou como base um gabinete de Timex 2068 e adaptou o slot padrão Color na mesma posição do slot deste clone de Sinclair. Com isso, ela praticamente matou qualquer possibilidade de uso de outras interfaces de TRS Color no CP-400. Essa falta de espaço físico no slot do micro acabou se tornando um obstáculo grande para a implementação de qualquer interface original de Color Computer para ele.

A idéia…

Recentemente apareceu uma oportunidade na lista internacional de Color Computer para aquisição de algumas unidades da Glenside IDE. A Glenside é uma interface IDE simples para o Color Computer feita inicialmente pelo pessoal do Glenside CoCo Club (o maior clube de usuários do Color Computer ainda em atividade e que é responsável pelos encontros anuais, as famosas “CoCoFEST”)

Interface IDE da Glenside.

Não perdendo tempo, solicitei duas unidades da Glenside para mim. Antes da chegada das minhas placas, o ilustre cocomaníaco Luis Antoniosi (vulgo Retro Canada) descobriu a possibilidade de usar a Glenside em conjunto com adaptadores IDE-CF padrão. Assim sendo, ele mesmo preparou uma imagem de CF com tudo o que existe para a plataforma. Em resumo, quando minhas unidades da Glenside chegaram foi praticamente colocar a imagem do Luis em um CF e usar. De uma forma fácil, temos praticamente tudo o que precisamos para o Color Computer dentro de um CF e pronto para uso.

Glenside conectada a um CoCo3. Devido ao tamanho tem que ter algum suporte embaixo da placa para poder sustentá-la na posição certa.

Uma das características da Glenside é o tamanho avantajado da placa, uma coisa que é meio que padrão para as interfaces de Color, mas também devido a existência de dois soquetes EDGE para a colocação de um cartucho com a ROM própria da IDE e outro livre para uso combinado de alguma outra interface. Devido ao tamanho a mesma só pode ser usada de forma racional em um Color Computer (ainda tentei usá-la no meu Dynacom, porém fica inviável como mostra a foto abaixo).

Glenside no MX-1600. Torre de Babel!

Daí em certo momento me veio a idéia: “Será que daria para fazer uma placa menor e que fosse compatível em tamanho com o slot de um CP-400?”. Uma placa assim seria perfeita pois traria de volta do ostracismo o tão relegado micro da Prológica além de também ser usável em outros Color Computers. Levei então esta idéia a um amigo aqui de São Gonçalo e grande fabricante de hardware novo para micros clássicos, o Victor Trucco. O interesse foi imediato e logo deixei uma das minhas Glenside com ele para o estudo da possibilidade de replicação. Com isso, surgiu a MiniIDE e que faz juz ao nome.

Protótipo da MiniIDE.

Comparação de tamanho entre a MiniIDE e a original da Glenside.

Perfeitamente encaixada no CP-400!

Até mesmo os outros Color nacionais também vão se beneficiar com a nova interface. Olha a MiniIDE funcionando perfeita no Dynacom MX-1600.

Atualmente o projeto está em andamento e fechado em 70 interfaces prontas da MiniIDE. Em breve todos os participantes do grupo de aquisição estarão recebendo suas interfaces e trazendo de volta a vida os tão relegados CP-400 desse Brasil. :-)

Aqui segue o album de fotos completo do protótipo e dos testes realizados.

No próximo artigo estarei abordando a instalação e configuração da MiniIDE. Aguardem!

Abs,
Daniel

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Let´s Play: D/Generation

Mais uma dica de game legal pra passar o tempo na frente do seu Amiga 😉

d-generation_01

D/GENERATION é um “adventure de ação” com gráficos isométricos.

Imagina a cena: Você é um “currier” que precisa entregar uma encomenda num laboratório em Singapura. Ao invés de chegar de moto, parar na calçada e entregar o pacote na portaria, você pousa com seu JetPack no terraço, afinal estamos em 2021!

d-generation_09

O nome do laboratório, ou melhor BioLaboratório, é Genoq. Trata-se de um mega prédio, cheio de salas, armadilhas, quebra-cabeças, computadores com informações que podem ser úteis (#ficaadica) e muitos reféns para salvar!

d-generation_10

Os gráficos não são lá essas coisas, o som muito menos, mas a atmosfera do jogo e os quebra-cabeças são bem legais! Você vai coletando itens ao longo das fases, como chaves e granadas que serão úteis para acessar outras salas, andares e explodir alguns periscópios assassinos entre outros itens de segurança do prédio.

Quando estiver com o laser, não saia explodindo os computadores… você pode precisar deles! E não esqueça de tentar obter informações dos reféns, alguns deles têm dicas fundamentais para você conseguir avançar.

Tai um jogo que não é um primor da tecnologia, mas é um dos gêneros que eu mais gosto. Tem estratégia, ação e as caraterísticas de um adventure, tudo num jogo só!

E aí? Let’s Play?

58987

dgeneration

hqdefault

Pra ajudar, aí vai o manual do jogo (em inglês):

JOYSTICK CONTROLS

—————–
Your joystick is automatically calibrated when the game starts. If your
joystick behaves strangely, you can recalibrate it by releasing the joystick
and pressing CTRL-J. If you are still having problems, adjust the joystick`s
time controls and press CTRL-J again.

Push the joystick in the direction on screen that you wish to go. For example,
push the joystick UP to move the character up screen, or push the joystick
DIAGONALLY to move diagonally on screen. You can move the character in any of
8 directions using the joystick. You can open and close doors by bumping into
the long side of the `triangular yellow wall switches`. You can also shoot
doors, but you need to find a gun first. To fire your laser gun, press either
joystick button. From then on, this will be your laser button. To throw
grenades, press the other joystick button.

KEYBOARD CONTROLS
—————–
If you don`t have a joystick, you can do the following:

Use numeric keypad to move.
(Example, press 7 to move diagonally.)

Press SPACEBAR to fire the laser.

Press T to throw grenades.

If you fid the keyboard controls difficult, press ALT-K for the alternative
control mode. This will rotate the movement key effects by 45 degrees.
Pressing 9 on the numeric keypad causes the player to walk directly towards the
top of the screen.

You can also use the following special keys:

ESC – Freezes the game, and continues it.

ENTER – Talk to a survivor.

S – Displays your status.

U – View and select weapons you can use, if any.

CTRL-A – Aborts the scene when you are trapped and takes away a life.
Restarts play from where you last entered the room.

CTRL-J – Recalibrates your joystick. Be sure that your joystick is in
its centre, released position.

CTRL-K – Toggle keyboard only mode on and off.

CTRL-Q – Exit D/Generation.

CTRL-R – Restores previously saved game.

CTRL-S – Toggles sound on or off.

CTRL-X – Swap joystick axes.

ALT-K – Toggle alternative control key mode on and off.

ALT-R – Restarts play from the beginning of the level.

ALT-S – Saves game.

WEAPONS MENU
————
Press U to see how many, if any, of the following weapons you have:

Bomb – Blows up stuff

Clock – Slows down time for everything and everyone but you.

Shield – Protects you from everything. If a tracker hits you, the
shield is destroyed but you don`t die.

Plasma Barrier – Form a plasma barrier that bounces off the walls. But stay
out of its way!

Security Package – For Derrida`s eyes only.

To select an available weapon, press <- and -> to highlight, then press ENTER.

NEOGENS
——-
The Neogens are extremely dangerous, genetically engineered organisms. They
have spread through the building using the ventilation system, and they are
attacking anything human in sight. The four generations were designed over a
period of years and have become increasingly sophisticated with each successive
generation.

A/Generation – Bouncing red ball that smothers its target. Cloaks itself by
going transparent.

B/Generation – Bouncing blue cylinder that crushes target. Extremely fast.
Can hide in floor.

C/Generation – Humanoid that can disguise itself as anything, animate or
inanimate. Decaptates target.

D/Generation – Single prototype. Project classified.

SECURING ROOMS
————–
Rooms with Neogens or vents must be secured before you can rescue any trapped
workers. To secure a room, you must kill every non-human organism and seal
every vent. You seal a vent simply by running across it. When a room is
secured, all vents will turn green, and the red security door will open.

SECURITY SYSTEM
—————
The building security system includes:

Security Switch/Key – A white triangle with a smaller grey triangle in the
center. Each of these opems special doors, and cannot
be triggered until you are holding a security key of
sufficient level. The keys can be found in adjacent
rooms, and can only be used on the floor where you find
them.

Electrified Plate – Blinks on and off at intervals. These will instantly
fry you if you step on them while they are active.

Tracker – Scans the room looking for a target, firing on anything
human.

Plasma Barrier – Rebounds between walls. Will destroy anything on
contact.

Teleporter – Moves anything instantly from one place to another.

SURVIVORS
———
The workers who are trapped in the building might be able to help you out, and
provide you with information that will help you discover who Derrida is and
where you might find him.

RESCUING SURVIVORS
——————
You can only rescue a survivor when the room is secure (You must kill every
non-human organism and seal every vent by running across it). Once a survivor
feels safe and sees you, he or she stands up, runs to you, and waits for your
guidance. You must lead each survivor past any active security devices to a
safe exit, marked by a red arrow.

Be careful when firing the laser – a stray bolt could easily kill an
unprotected person.

QUESTIONING SURVIVORS
———————
Press ENTER while standing near survivors to see a dialog menu. To select a
question or statement from the menu, Press DOWN arrow or UP arrow then ENTER.
You can modify some menu selections ending with “….” by pressing -> or <- to
scroll through sentences.

HINT: Use computer terminals to get additional information.

LIFE AND DEATH
————–
You begin the game with 5 lives, and you lose one life anytime you are killed.
Each time you save a survivor you gain one life. When you lose your last life,
you start over from the beginning of the level with the same number of lives
you had when you began that level.

At any point, you can press ALT-S to save your game position. Press ALT-R and
you will appear at the beginning of the level where you last saved.

 

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